A Polícia Civil (PC) encontrou as vítimas trancadas, amarradas e desnutridas

Vitória Tedeschi Publicado em 03/09/2023, às 20h37
Por volta das 2 horas da madrugada do último sábado (02), Ângelo Mario Klaus Júnior, pastor suspeito de manter duas clínicas clandestinas na zona rural de Anápolis (GO), se entregou à polícia. Na manhã de hoje (03) ele foi encaminhado para a cadeia pública do município.
De acordo com o G1, ele estava foragido desde a última terça-feira (29), quando a Polícia Civil (PC) resgatou 50 pessoas em cárcere privado em uma primeira clínica. Na quinta-feira (31), outra clínica clandestina foi descoberta com mais 43 pessoas que também estavam trancadas, amarradas e desnutridas.
Entre as vítimas estavam idosos, menores de idade e pessoas com deficiência, que eram vítimas de maus-tratos, tortura e cárcere privado em duas clínicas clandestinas, localizadas na zona rural de Anápolis.
Os donos do local são um casal de pastores de uma igreja no município. Além dos pastores, quatro funcionários, investigados por agredir as vítimas foram presos. Segundo a Polícia Civil, todos responderão por tortura e cárcere privados qualificados.
Ainda segundo o mesmo portal, de acordo com Manoel Vanderic, delegado à frente do caso, em depoimento, o pastor falou apenas que a esposa dele, que também é pastora, é inocente e que não tem responsabilidade nenhuma com as duas clínicas clandestinas. Suelen Amaral Klaus foi presa na última quarta-feira (30).
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