A lavagem de dinheiro vindo do contrabando de cigarros na região de fronteira com o Paraguai é o alvo da Operação Fábulas, da Polícia Federal, nesta

Redação Publicado em 04/11/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h08
A lavagem de dinheiro vindo do contrabando de cigarros na região de fronteira com o Paraguai é o alvo da Operação Fábulas, da Polícia Federal, nesta quinta-feira (4). Cerca de 90 policiais federais estão nas ruas das cidades paranaenses de Guaíra e Guaratuba, Itapema, em Santa Catarina, Goiânia, e Paracatu, em Minas Gerais.

Segundo a PF, a investigação teve início depois que um dos envolvidos, condenado por contrabando de cigarros e participação em organização criminosa, teve evolução patrimonial fora do normal. Ele comprou um hotel e passou a construir casas de alto padrão, sítios, pesqueiro (de fachada) e apresentou movimentação bancária incompatível com renda declarada à Receita Federal.
“O aprofundamento do trabalho investigativo revelou que o grupo passou a adquirir imóveis ainda em construção na região do litoral catarinense. Foram identificados pelos menos quatro apartamentos de luxo adquiridos pelo investigado, um deles avaliado em pelo menos R$ 3,4 milhões”, detalhou a PF em nota.
Para desarticular financeiramente o grupo, a pedido da PF, a Justiça Federal expediu 15 mandados de busca e apreensão nos estados onde a operação está concentrada e determinou o sequestro imediato de 12 imóveis. Na lista estão apartamentos de luxo em Itapema (SC), alguns ainda em construção, hotel em Guaíra, pesqueiro, casas de alto padrão, terrenos e outros bens. O total em bens imóveis já identificado soma quantia de aproximadamente R$ 16,8 milhões.
A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de outros imóveis que poderão ser identificados a partir das buscas desta manhã e também o bloqueio imediato das contas bancárias de pelo menos 35 pessoas e empresas. O congelamento das contas poderá chegar a R$ 20 milhões. As ordens de bloqueio de contas bancárias e sequestro dos imóveis, observou a PF, tem como objetivo a descapitalização do grupo para inibir práticas criminosas futuras, sobretudo em relação aos investigados e empresas fictícias.
Os investigados poderão responder pelo crime de lavagem de dinheiro, com penas que variam de três a 10 anos para cada ato de lavagem.
.
.
.
.
EBC
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Seleção do Irã pede paz entre nações em carta deixada no vestiário após jogo da Copa

TSE manda apagar posts de integrantes do PT que relacionavam Flávio Bolsonaro ao Comando Vermelho

Ou você faz política ou você faz guerra

"Muito volátil", diz Trump; eleição no Brasil seria seu próximo grande desafio

Negociações climáticas em Bonn encerram etapa sem texto final aprovado