Diário de São Paulo
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VIOLÊNCIA

Gari é morto por empresário durante discussão de trânsito em Belo Horizonte

Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi atingido por disparos durante uma discussão com Renê da Silva Nogueira Júnior, empresário de 47 anos

Testemunhas relatam que Renê demonstrou frieza ao atirar e fugiu do local - Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Testemunhas relatam que Renê demonstrou frieza ao atirar e fugiu do local - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 13/08/2025, às 11h21


Na manhã desta segunda-feira (11), um trágico incidente em Belo Horizonte, Minas Gerais, resultou na morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, atingido por disparos de arma de fogo durante uma discussão de trânsito. O principal suspeito do crime é Renê da Silva Nogueira Júnior, empresário de 47 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, Laudemir e seus colegas realizavam a coleta de lixo quando o caminhão que dirigiam precisou encostar para permitir a passagem do veículo do empresário. Renê, ao abaixar o vidro do carro, teria proferido ameaças de morte caso algum dos trabalhadores encostasse em seu automóvel. Os garis tentaram apaziguar a situação, sugerindo que ele seguisse seu caminho. No entanto, Renê desceu do carro visivelmente alterado e disparou contra o grupo.

Tiago Rodrigues, um dos garis que testemunhou o crime, relatou que o suspeito demonstrou frieza ao atirar: "Assim que atirou, ele entrou no carro como se nada tivesse acontecido e foi embora". Tiago tentou prestar socorro a Laudemir, mas o trabalhador não resistiu aos ferimentos.

A localização do empresário foi possível graças a informações de uma testemunha que recordou parte da placa do veículo. Câmeras de segurança da região também auxiliaram a investigação. Renê foi preso no estacionamento de uma academia, após ser identificado em uma fotografia pela testemunha. Ao ser detido, negou envolvimento no crime e mencionou que sua esposa ocupa o cargo de delegada na Polícia Civil de Minas Gerais. Além disso, afirmou que o veículo estava registrado em nome da delegada e insinuou que ela possuía uma arma do mesmo calibre utilizado no homicídio.

Diante dos fatos, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias envolvendo Ana Paula Balbino Nogueira, esposa de Renê. A arma utilizada no crime apresenta características semelhantes à registrada em nome da delegada.

Renê Nogueira se apresenta como vice-presidente de uma empresa do setor alimentício, com histórico profissional em multinacionais. Em resposta ao episódio, a empresa anunciou sua demissão nesta terça-feira (12), classificando o ato como uma "violência injustificável".


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