A Justiça decidiu levar a júri popular o ex-guarda-civil metropolitano Caio Muratori, acusado de matar com um tiro na cabeça o menino Waldik Gabriel Silva

Redação Publicado em 29/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 07h56
A Justiça decidiu levar a júri popular o ex-guarda-civil metropolitano Caio Muratori, acusado de matar com um tiro na cabeça o menino Waldik Gabriel Silva Chagas, o Biel, de 11 anos, durante perseguição a um carro roubado, em 26 de junho de 2016, em Guaianazes, na Zona Leste de São Paulo.
A data do julgamento ainda será marcada pelo juiz Roberto Zanichelli Cintra, da 1ª Vara do Júri, do Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital. A pronuncia (nome técnico para submeter um réu a júri popular) de Caio foi publicada no último dia 13 de outubro no site do Tribunal de Justiça (TJ).
O caso teve repercussão à época porque a criança e dois adolescentes, de 12 e 14 anos, acusados de roubar o Chevette não estavam armados, segundo o Ministério Público (MP). Mas mesmo assim, Caio, que era agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM), atirou quatro vezes contra o veículo. Além dele, outros dois guardas estavam na viatura, mas não atiraram.
Segundo Caio, ele atirou nos pneus do Chevette porque a viatura da GCM havia sido recebida por três tiros pelos ocupantes do automóvel roubado. Mas um dos disparos feitos pelo então guarda perfurou o vidro traseiro do carro e atingiu Waldik, que estava no banco de trás. A viatura ainda bateu em outro veículo, enquanto os dois adolescentes fugiram do Chevette e foram detidos depois.
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G1
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