O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, deixou a prisão na manhã deste sábado (29), junto à de outros quatro executivos

William Oliveira Publicado em 29/11/2025, às 13h30
O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi liberado na manhã deste sábado (29), às 11h40, do Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos. Sua soltura foi autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que também determinou a libertação de outros quatro executivos do banco envolvidos nas investigações.
Imagens da saída de Vorcaro mostram o empresário vestindo boné e camiseta branca, acompanhado de seus advogados. Todos os executivos liberados estarão sujeitos ao uso de tornozeleira eletrônica e a diversas medidas restritivas durante o processo investigativo que apura um suposto esquema criminoso ligado à Operação Compliance Zero, deflagrada na semana anterior. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que Vorcaro será monitorado pelo Centro de Controle e Operações Penitenciárias da Polícia Penal do Estado de São Paulo.
Confira o momento:
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Antes da libertação, Vorcaro estava detido no CDP 2 desde segunda-feira (24), após ter passado os dias anteriores na superintendência da Polícia Federal em São Paulo. A decisão judicial que resultou na soltura ocorreu na sexta-feira (28), quando a desembargadora Solange Salgado da Silva também determinou a liberação dos seguintes executivos:
Além do uso de tornozeleira eletrônica, os executivos deverão comparecer periodicamente à Justiça, evitar contato entre si ou com outros investigados, não deixar o município sem autorização judicial e terão os passaportes retidos.
A Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Vorcaro há dez dias, foi autorizada pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília. Ele e outros seis executivos são acusados de envolvimento em fraudes associadas à venda de papéis ao Banco de Brasília (BRB). O Banco Master também enfrenta alegações de comercialização de títulos de crédito falsos, prometendo retornos aos clientes de até 40% acima da taxa básica do mercado, valores considerados irrealistas.
De acordo com informações da Polícia Federal, as movimentações financeiras fraudulentas podem ter alcançado R$ 12 bilhões. No mesmo dia da operação, o Banco Central (BC) emitiu comunicado anunciando a liquidação extrajudicial do Banco Master e a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da instituição.
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