Óbito em Nova Guataporanga é o primeiro do ano e reforça alerta das autoridades de saúde

Erika Osti Publicado em 16/01/2026, às 16h27
A primeira morte por causa da dengue foi registrada no estado de São Paulo e confirmou um novo marco preocupante da doença neste início de ano. Segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde. O óbito aconteceu no município de Nova Guataporanga, no interior paulista, e envolve um homem de 53 anos que começou a apresentar sintomas no início de janeiro, reforçando a necessidade de atenção mesmo nos primeiros dias da temporada de transmissão.
De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), o paciente apresentou os primeiros sinais da doença em 3 de janeiro, ainda na semana epidemiológica final de 2025, o que tecnicamente faz o caso constar naquele ano nos relatórios oficiais. O registro, no entanto, é considerado a primeira morte vinculada à dengue neste ano epidemiológico.
A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e é motivo de preocupação constante no verão paulista. O início de 2026 já aponta números consideráveis no estado: existem centenas de casos confirmados e milhares sob investigação, o que indica grande circulação do vírus em várias regiões. Até o momento, o painel estadual de arboviroses indica que há 971 diagnósticos confirmados e 3.389 em investigação, além de outros óbitos ainda em análise.
A cidade de Nova Guataporanga fica no Oeste paulista, perto de Presidente Prudente e da divisa com o Mato Grosso do Sul, e está entre as áreas mais afetadas pelo mosquito até agora. Além disso, outras regiões como Araçatuba e Presidente Prudente apresentam taxas de incidência superiores à média estadual, sinalizando um cenário de alerta para autoridades e moradores.
Em comparação, 2025 foi um ano especialmente difícil no estado. São Paulo acumulou 881.280 casos confirmados de dengue e 1.122 mortes, com dezenas de óbitos ainda em investigação epidemiológica, além de mais de mil casos graves ao longo do ano anterior.
A dengue apresenta sintomas que vão de febre alta e dor no corpo a complicações mais severas, e a vigilância contínua é essencial para reduzir o impacto da doença. Autoridades de saúde alertam para a importância de medidas de prevenção, como eliminação de criadouros do mosquito, uso de repelente e atenção a sinais de alerta que peçam atendimento médico imediato.
Enquanto isso, a confirmação da primeira morte por dengue em 2026 intensifica os esforços de órgãos estaduais e municipais para promover campanhas de controle do mosquito Aedes aegypti e reforçar o monitoramento epidemiológico ao longo das próximas semanas e meses.
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