TJ-SP marcou nova rodada de negociações para a próxima quarta-feira (28)

Lívia Gennari Publicado em 24/05/2025, às 19h05
O Tribunal de Justiça de São Paulo antecipou para a manhã da próxima quarta-feira (28) a reunião da Mesa de Negociação, buscando avançar nas discussões sobre o reajuste salarial dos servidores do Poder Judiciário.
Durante assembleia realizada na última quarta-feira (21), os servidores decidiram manter a greve da categoria na próxima semana. O movimento, iniciado no dia 14 de maio, cobra reajuste salarial diante das perdas acumuladas nos últimos anos.
A assembleia, que reuniu milhares de trabalhadores na Praça João Mendes, no Centro da capital paulista, aprovou de forma unânime a continuidade da paralisação. A principal reivindicação é a reposição salarial de 25,24%, percentual que, segundo os servidores, corresponde às perdas inflacionárias acumuladas desde 2012.
De acordo com as entidades que representam a categoria, esse índice chegou a ser de 30,24% no início do ano. No entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu apenas 5% de reajuste, sem realizar negociações diretas com os trabalhadores.
A Assojubs, uma das entidades que representam os servidores, destaca que a principal dificuldade nas negociações tem sido a ausência de uma negociação efetiva por parte do TJ-SP sobre a recomposição salarial.
Procurado para comentar os impactos da greve no atendimento à população, o Tribunal informou, por meio de nota, que os “índices de adesão colhidos são insignificantes frente ao contingente de servidores do TJSP”.
Além do reajuste salarial, os servidores também cobram melhores condições de trabalho, mais contratações e valorização das carreiras no Judiciário. Eles afirmam que a falta de servidores tem gerado sobrecarga, prejudicando tanto o atendimento nas unidades quanto a saúde dos trabalhadores.
.A expectativa é na próxima semana que haja algum avanço nas tratativas e, possivelmente, uma proposta que atenda, ao menos parcialmente, às demandas da categoria. Caso não haja acordo, os servidores afirmam que a mobilização deve ser intensificada no decorrer dos dias.
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