Diário de São Paulo
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Caso Adalberto

Sangue em carro de empresário morto em Interlagos é de mulher desconhecida

Laudo pericial indica que o sangue encontrado no carro de Adalberto Júnior pertence a uma mulher não identificada, mudando a direção das investigações

Adalberto Amarilio Júnior ao lado da esposa, Fernanda Dândalo - Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Adalberto Amarilio Júnior ao lado da esposa, Fernanda Dândalo - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 03/07/2025, às 12h26


O desaparecimento de Adalberto Júnior, empresário visto pela última vez em 30 de maio após participar de um evento no Autódromo de Interlagos, ganhou novos contornos com a análise de vestígios de sangue encontrados em seu veículo. O laudo pericial revelou que o material genético pertence a uma mulher ainda não identificada, descartando a hipótese de ser da esposa de Adalberto, Fernanda Dandalo.

O delegado Rogério Thomaz, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), confirmou que dois perfis genéticos foram localizados no carro: um de Adalberto e outro de uma mulher desconhecida. Diante da revelação, o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) solicitou uma nova perícia para aprofundar as investigações.

O corpo do empresário foi encontrado na manhã de 3 de junho em uma área em obras, nas proximidades do autódromo. Segundo o delegado Thomaz, a apuração continua, com diligências em andamento para identificar os responsáveis pelo crime.

No dia 9 de junho, a Polícia Civil ouviu integrantes da equipe de segurança do Festival Interlagos, onde Adalberto foi visto pela última vez. A organização do evento afirmou, em nota, que está colaborando integralmente com as autoridades.

Cronologia do desaparecimento

Adalberto Júnior participou do evento ao lado de um amigo com quem dividia o gosto por motocicletas. Eles integravam um grupo de WhatsApp chamado “Renatinha Motoqueirinha”. Durante o dia, realizaram test drives, tomaram café e depois consumiram cerveja. Às 19h45, assistiram ao show do cantor Matuê, ocasião em que também teriam usado maconha.

Segundo o amigo, Adalberto ficou visivelmente alterado com o uso das substâncias. Após o show, por volta das 21h, eles se separaram. Adalberto disse que voltaria para casa para jantar com a esposa. O amigo permaneceu no local e saiu por volta das 22h30. No dia seguinte, ele foi assaltado à mão armada enquanto pilotava sua moto.

Corpo encontrado em situação suspeita

O corpo de Adalberto foi localizado na Avenida Jacinto Júlio, dentro de um buraco de cerca de dois metros de profundidade. A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, informou que o cadáver não apresentava sinais evidentes de violência.

Adalberto foi encontrado com capacete, vestindo apenas uma jaqueta e cueca. A polícia trabalha com a hipótese de que ele tenha sido colocado ali inconsciente ou já sem vida, pois não havia marcas de luta ou tentativa de fuga. A descoberta foi feita por um trabalhador da obra, que inicialmente pensou se tratar de um boneco.


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