Diário de São Paulo
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INVESTIGAÇÃO

Saiba quem é mulher apontada como peça-chave em rede de exploração de abusos em SP

Simone da Silva, de 42 anos, foi presa em flagrante durante a Operação “Apertem os Cintos” e é apontada pela Polícia Civil como peça central em uma rede de exploração sexual de menores em São Paulo

Segundo as investigações, ela atuava diretamente na proteção do piloto Sérgio Antônio Lopes - Imagem: Reprodução / TJSP
Segundo as investigações, ela atuava diretamente na proteção do piloto Sérgio Antônio Lopes - Imagem: Reprodução / TJSP

William Oliveira Publicado em 12/02/2026, às 07h48


As investigações da Polícia Civil que desarticularam uma rede estruturada de exploração sexual de menores em São Paulo apontam Simone da Silva, de 42 anos, como peça central do esquema. Presa em flagrante durante a Operação “Apertem os Cintos”, ela é suspeita de atuar na proteção do piloto Sérgio Antônio Lopes e de integrar o núcleo responsável pelo aliciamento das vítimas.

De acordo com a apuração, Simone passou a ser monitorada após familiares de uma das adolescentes relatarem o recebimento de mensagens com teor intimidatório. Apresentando-se como amiga do piloto, ela teria tentado desencorajar denúncias, afirmando que a exposição do caso seria prejudicial para a jovem e seus parentes.

As investigações indicam que Simone também teve acesso a materiais sensíveis relacionados aos abusos. Em um dos episódios, ela teria enviado fotos e vídeos à mãe de uma das vítimas, o que levou à formalização de denúncia junto ao Ministério Público de São Paulo (MPSP). Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, na Zona Leste da capital, policiais encontraram conteúdo de pornografia infantil em seu celular, resultando em prisão em flagrante.

Entre as sete vítimas já identificadas pela polícia está a própria filha de Simone, uma adolescente de 15 anos.

Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava de forma articulada para neutralizar suspeitas e garantir a continuidade dos crimes. Simone monitorava o nível de conhecimento das famílias e tentava interferir na apuração, enquanto Denise Moreno, ex-inspetora escolar e avó de duas vítimas, seria responsável pela organização logística dos encontros mediante pagamento.

Além das acusações relacionadas à exploração sexual, Simone responde a um inquérito por estelionato contra pessoa com deficiência mental. A vítima é uma mulher de 55 anos, beneficiária do LOAS, apontada como tia da investigada.

A apuração indica transferências bancárias superiores a R$ 6 mil, além da contratação de dois empréstimos consignados — um de R$ 30,4 mil e outro de R$ 5,1 mil — sem autorização da vítima. O prejuízo total ultrapassa R$ 47 mil, e a mulher ainda acumulou dívida superior a R$ 12 mil junto a uma instituição financeira.

O inquérito tramita com prioridade na Justiça de São Paulo, em razão da condição de vulnerabilidade da vítima.

Atualmente, Simone da Silva, Sérgio Antônio Lopes e Denise Moreno permanecem presos. A Polícia Civil e o Ministério Público aprofundam a análise de dispositivos eletrônicos e registros telemáticos para dimensionar a extensão da organização criminosa.


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