Diário de São Paulo
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Abandono cruel

Responsável por casa de repouso é preso por maus-tratos a idosas em Praia Grande

Vítimas estavam desnutridas, em apatia extrema e viviam em ambiente insalubre no litoral de São Paulo

Após a prisão, as idosas foram encaminhadas para atendimento médico e acompanhamento especializado - Imagem: Divulgação/Policia Civil
Após a prisão, as idosas foram encaminhadas para atendimento médico e acompanhamento especializado - Imagem: Divulgação/Policia Civil

Letícia Sales Publicado em 30/01/2026, às 09h16


O responsável por uma casa de repouso foi preso em flagrante por maus-tratos contra três idosas na última quarta-feira (28), em Praia Grande, no litoral de São Paulo. As vítimas, com idades de 75, 82 e 85 anos, foram encontradas em estado grave de desnutrição, apatia extrema e abandono assistencial, segundo a Polícia Civil.

Durante a vistoria, os policiais se depararam com um cenário descrito como chocante. O imóvel apresentava forte odor de urina, infiltrações, presença de bolor, ausência de ventilação adequada e condições precárias de higiene nos dormitórios. As idosas permaneciam deitadas, sem receber cuidados mínimos compatíveis com seus quadros clínicos.

De acordo com a investigação, as vítimas possuíam recomendações médicas expressas para alimentação por sonda. Em pelo menos um dos casos, havia ainda indicação formal de que a idosa não poderia permanecer na casa de repouso. Mesmo assim, elas continuavam no local, sem protocolos específicos de cuidado, sem encaminhamento adequado e sem assistência profissional necessária.

Ao ser questionado pelas autoridades, o responsável pelo estabelecimento, um homem de 62 anos, afirmou desconhecer o real estado de saúde das pacientes. Ele também admitiu não ter tomado “providências eficazes”, apesar de reconhecer a gravidade das condições encontradas no local.

Diante dos fatos, o homem foi encaminhado à delegacia, onde a prisão em flagrante foi registrada. As idosas foram retiradas do imóvel e encaminhadas para atendimento médico e acompanhamento especializado. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.


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