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Educação

Protesto de estudantes em São Paulo termina em confronto com PM e agressões a vereadores

Manifestação de alunos e profissionais da USP, Unesp e Unicamp em meio à greve das universidades estaduais terminou com uso de bombas de gás pela Polícia Militar, bloqueios no Centro da capital e confusão envolvendo vereadores do União Brasil.

Protesto de estudantes da USP, Unesp e Unicamp terminou em confronto com a PM e confusão envolvendo vereadores no Centro de São Paulo - Imagem: Reprodução
Protesto de estudantes da USP, Unesp e Unicamp terminou em confronto com a PM e confusão envolvendo vereadores no Centro de São Paulo - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 12/05/2026, às 12h25


Um protesto de estudantes e professores em São Paulo terminou em confrontos com a Polícia Militar, resultando em agressões físicas e uso de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que reivindicavam melhorias nas universidades estaduais.

Os manifestantes bloquearam ruas e expressaram descontentamento com a presença de vereadores, que gerou reações intensas devido a suas posições políticas, enquanto a PM alegou que a intervenção foi necessária para conter tumultos.

Os estudantes exigem a retomada das negociações com os reitores, focando em aumentos nas bolsas e melhorias nas condições das universidades, enquanto as instituições afirmam estar abertas ao diálogo, mas condenam a violência durante as mobilizações.

Um protesto realizado por estudantes, professores e profissionais ligados à Universidade de São Paulo, Universidade Estadual Paulista e Universidade Estadual de Campinas terminou em confronto com a Polícia Militar e episódios de agressão no Centro de São Paulo na tarde desta segunda-feira.

A manifestação ocorreu em frente à Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, na Praça da República, e reuniu participantes da greve das universidades estaduais paulistas, que reivindicam avanços nas políticas de permanência estudantil e melhorias estruturais nos campi.

Durante o ato, manifestantes bloquearam trechos da Rua da Consolação no sentido da Avenida Paulista e entoaram palavras de ordem como “Educação não é caso de polícia”.

O clima de tensão aumentou após a chegada dos vereadores paulistanos Rubinho Nunes e Adrilles Jorge ao local do protesto.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram momentos de empurra-empurra, discussões e agressões físicas envolvendo os parlamentares e manifestantes.

Rubinho Nunes aparece sendo atingido por socos durante a confusão, enquanto Adrilles Jorge é visto levando um chute em meio ao tumulto. Após o episódio, Rubinho informou que procurou atendimento médico e afirmou ter suspeita de fratura no nariz.

A presença dos vereadores gerou forte reação entre os estudantes, principalmente devido ao posicionamento político dos parlamentares em pautas relacionadas a movimentos estudantis e segurança pública.

Pouco depois, a Polícia Militar utilizou bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral para dispersar os manifestantes na região central da capital paulista.

Segundo participantes do protesto, a ação policial foi considerada excessiva e aumentou ainda mais a tensão no local. Já a PM afirmou que a intervenção ocorreu após tumultos e tentativa de contenção de confrontos.

A manifestação aconteceu um dia após a retirada de estudantes que ocupavam a reitoria da USP, no campus do Butantã.

Na madrugada de domingo, policiais militares realizaram operação para desocupar o prédio administrativo da universidade, ocupado por estudantes em greve.

Alunos relataram uso de cassetetes, escudos, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo durante a retirada. Segundo a Polícia Militar, aproximadamente 150 pessoas foram removidas do local sem registro oficial de feridos.

A corporação afirmou ainda que eventuais excessos praticados por agentes serão apurados internamente.

O movimento estudantil cobra retomada imediata das negociações com os reitores das universidades estaduais paulistas, especialmente da USP.

Entre as principais reivindicações estão aumento no valor das bolsas estudantis, ampliação das políticas de permanência universitária, reformas em moradias estudantis e melhorias na estrutura física dos campi.

Os estudantes também denunciam precarização de serviços universitários, dificuldades financeiras enfrentadas por alunos de baixa renda e problemas estruturais em alojamentos e restaurantes universitários.

Em nota, as universidades estaduais informaram que seguem abertas ao diálogo com representantes estudantis, mas repudiaram atos de violência, depredação de patrimônio público e confrontos registrados durante as mobilizações.

A greve nas universidades paulistas vem crescendo nas últimas semanas e ganhou maior repercussão após os episódios de confronto envolvendo a ocupação da reitoria da USP e as ações policiais na capital paulista.


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