Segundo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, a Prefeitura irá apresentar uma queixa-crime contra a empresa

William Oliveira Publicado em 22/01/2025, às 12h02
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou nesta quarta-feira (22) que a Prefeitura entrará com uma queixa-crime contra a empresa 99, responsável pelo serviço de mototáxi por aplicativo, alegando descumprimento da legislação municipal. O prefeito também informou que a empresa será multada. A medida ocorre após a retomada do serviço de mototáxi pela 99 na cidade, o que gerou uma disputa judicial com a Prefeitura, que proíbe a modalidade desde janeiro de 2023 por meio de um decreto municipal.
A Prefeitura tem intensificado a fiscalização para apreender motocicletas de profissionais que realizam corridas por meio do aplicativo. Desde quarta-feira (15), mais de 30 motos foram apreendidas. A Justiça de São Paulo, por sua vez, já reconheceu a validade do decreto e manteve a proibição do serviço, determinando que a 99 suspendesse a operação de mototáxi em 24 horas. Contudo, o pedido de liminar da Prefeitura para a proibição definitiva do serviço foi negado pela Justiça no dia 14 de janeiro.
A 99, por sua vez, defende que está amparada por uma lei federal e por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impede os municípios de proibir serviços de transporte por aplicativo. Segundo a empresa, prefeituras podem regulamentar e fiscalizar, mas não têm o poder de proibir. A 99 também destaca que mais de 20 decisões judiciais em todo o Brasil confirmam esse entendimento.
O principal argumento da Prefeitura para manter a proibição é a alta incidência de acidentes envolvendo motociclistas. O prefeito Ricardo Nunes afirmou que, em 2023, 364 pessoas morreram em acidentes de moto na cidade e alertou que a volta do serviço de mototáxi poderia agravar a situação. A 99, por sua vez, afirmou que o serviço é seguro, citando que em 2024 apenas 0,0003% das corridas tiveram acidentes e destacando as diversas funcionalidades de segurança que o aplicativo oferece, como alerta de velocidade, monitoramento das corridas e suporte financeiro em caso de acidentes. A empresa também garante que todos os mototaxistas são devidamente habilitados e seguem um protocolo de segurança.
A Prefeitura notificou a 99 por desobediência à legislação e deu um prazo de 10 dias para que a empresa se manifeste. Caso a empresa não atenda à demanda, será multada em R$ 50 mil por dia. Na terça-feira (21), a Justiça de São Paulo rejeitou um pedido da Prefeitura para aplicar uma multa de R$ 1 milhão por danos morais coletivos e crimes de desobediência. O prefeito afirmou que a decisão apenas altera o cumprimento da multa de forma liminar, e o caso ainda será analisado pela Justiça.
Além disso, a Procuradoria Geral do Município (PGM) entrou com uma ação na Justiça estadual no dia 17 de janeiro, alegando que a 99 está desrespeitando o decreto de 2023, que proíbe o transporte remunerado de passageiros por motocicletas com o uso de aplicativos na cidade.
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

Exame do IML não detecta lesões em menina de 4 anos; polícia segue com investigação em caso de clube social

Caiado promete pacote de reformas no primeiro dia de governo e inclui mudanças no STF

Thiago Brennand vai se casar com advogada que atua em sua defesa criminal

Justiça bloqueia veículos de empresa de Ana Hickmann em ação por cheques sem fundo

PF investiga suposta fraude financeira no Banco Digimais, ligado a Edir Macedo