Evento na zona oeste de São Paulo recebeu telões, palco e infraestrutura custeados com recursos municipais; origem dos recursos e tramitação do apoio geram controvérsia.

Redação Publicado em 19/06/2026, às 11h14
A Prefeitura de São Paulo enfrenta polêmica após utilizar recursos municipais para a instalação de estruturas em um evento durante a Copa do Mundo de 2026, levantando questões sobre gastos públicos e transparência. O evento, realizado na Lapa, foi promovido como uma ação comunitária, mas a origem dos recursos e o processo de autorização geraram desconfiança.
O fechamento da rua para o evento foi solicitado pelo vereador Fábio Riva, com base em um abaixo-assinado ligado ao Bar Tribunal, associado ao ex-jogador Luizão. O investimento total, estimado em R$ 60 mil, incluiu telões e um palco, mas a falta de clareza sobre a fonte de financiamento inicial provocou críticas.
Em resposta à repercussão negativa, a Prefeitura defendeu que a iniciativa tinha interesse público e não beneficiava exclusivamente um comércio. No entanto, novas edições do evento 'Brasil Fest' foram canceladas, intensificando o debate sobre o uso de recursos públicos em eventos de entretenimento e a necessidade de maior transparência.
Uma iniciativa promovida durante a Copa do Mundo de 2026 colocou a Prefeitura de São Paulo no centro de uma nova polêmica envolvendo gastos públicos e transparência administrativa. A instalação de telões, palco, gradis, banheiros químicos e demais estruturas para a transmissão de uma partida da Seleção Brasileira em frente a um bar associado ao ex-jogador Luizão passou a ser alvo de questionamentos após vir à tona que o investimento foi custeado com recursos municipais.
O evento, realizado na Rua Duílio, na Lapa, zona oeste da capital paulista, foi apresentado como uma ação comunitária voltada à convivência e ao lazer durante os jogos da Copa. No entanto, documentos e informações divulgadas posteriormente levantaram dúvidas sobre a origem dos recursos utilizados e sobre o processo de autorização da estrutura montada.
Segundo informações divulgadas, o pedido para fechamento da via teria sido encaminhado pelo vereador Fábio Riva (MDB), com base em um abaixo-assinado que solicitava a interdição da rua durante as partidas da Seleção Brasileira. O documento teria sido elaborado dentro do Bar Tribunal, estabelecimento frequentemente associado ao ex-atacante pentacampeão Luizão.
A estrutura montada chamou atenção pelo porte. Dois telões, palco para apresentações musicais, gradis de isolamento, banheiros químicos e área destinada à comercialização de bebidas foram instalados no trecho interditado. Somente os telões e o palco teriam representado parte significativa do investimento, estimado em cerca de R$ 60 mil.
A principal controvérsia surgiu porque, inicialmente, a Prefeitura não informou de forma clara qual órgão havia custeado a operação nem qual era a origem dos recursos empregados. Dias após o evento, uma emenda parlamentar no mesmo valor da estrutura passou a ser apontada como fonte do financiamento, gerando questionamentos sobre a cronologia da destinação dos recursos.
Outro ponto levantado envolve a utilização de um parklet público como espaço para venda de bebidas durante a festividade. O uso do equipamento para fins comerciais específicos também passou a ser questionado por moradores e por setores da oposição.
A administração municipal afirmou que o apoio institucional respeitou as normas vigentes e que a iniciativa possuía interesse público por promover lazer, convivência comunitária e acesso da população à programação relacionada à Copa do Mundo. Segundo a Prefeitura, o espaço permaneceu aberto para circulação de pedestres e não foi destinado exclusivamente a beneficiar qualquer estabelecimento comercial.
Diante da repercussão e dos questionamentos sobre custos, transparência e licenciamento, novas edições da chamada "Brasil Fest", inicialmente previstas para os próximos jogos da Seleção Brasileira, acabaram canceladas.
O episódio reacende o debate sobre o uso de recursos públicos em eventos de entretenimento e sobre os mecanismos de transparência na contratação de estruturas temporárias custeadas pelo poder público.
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