Investigações começaram após denúncias sobre membros das forças de segurança pública exigirem R$ 300 de pagamentos semanais em troca da autorização para o funcionamento dos comerciantes na área

William Oliveira Publicado em 16/12/2024, às 11h59
Na manhã desta segunda-feira (16), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) anunciou a desarticulação de um esquema de extorsão que visava comerciantes autônomos na região do Brás, localizada no centro da capital paulista. A ação, denominada Operação Aurora, resultou na emissão de 15 mandados de prisão preventiva, sendo seis deles direcionados a policiais militares suspeitos de envolvimento no esquema criminoso.
Realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em colaboração com as corregedorias da Polícia Militar (PM) e da Polícia Civil, a operação também incluiu a execução de 20 mandados de busca e apreensão, abrangendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas. O MPSP revelou que foram quebrados os sigilos bancário e fiscal de oito empresas e 21 indivíduos.
As investigações começaram após o Gaeco receber denúncias sobre membros das forças de segurança pública exigindo pagamentos em troca da autorização para o funcionamento dos comerciantes na área. Informações colhidas durante a apuração indicaram que uma testemunha, atuando no comércio local há seis anos, relatou que um grupo cobrava propinas anuais de R$ 15 mil, além de R$ 300 semanais para garantir a continuidade das atividades comerciais.
Além dos policiais militares, a investigação também aponta para a possível participação de policiais civis no esquema. Durante a Operação Aurora, uma escrivã da Polícia Civil, que tem ou teve um relacionamento com um sargento da PM, foi flagrada em atividades relacionadas à extorsão. Os alvos da operação incluem tanto policiais em atividade quanto aqueles já reformados.
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