Investigados são suspeitos de movimentar milhões por meio de empresas de fachada, utilizando a venda de drogas apreendidas pelos próprios policiais durante o exercício de suas funções

William Oliveira Publicado em 25/01/2025, às 15h58
Nesta sexta-feira (14), uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em colaboração com a Corregedoria da Polícia Civil, resultou na prisão de três policiais civis suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A ação policial abrangeu diversos locais, incluindo a capital paulista, São Bernardo do Campo, Santo André e Igaratá, com o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. Entre os alvos estavam os policiais civis, dois dos quais foram detidos temporariamente durante a operação.
Durante as diligências, as autoridades apreenderam uma quantidade significativa de bens, como dinheiro em espécie, armamentos, celulares e outros materiais que podem ser cruciais para o andamento das investigações. Até o final da noite de sexta-feira, dois indivíduos relacionados ao caso ainda estavam foragidos, e suas identidades não foram divulgadas.
Segundo informações do MPSP, os policiais investigados utilizaram empresas de fachada para movimentar milhões de reais que não correspondiam aos seus rendimentos legítimos ao longo dos últimos cinco anos.
A Promotoria revelou que existem evidências substanciais indicando que esses recursos podem ter origem em vendas de drogas apreendidas pelos próprios policiais e seus associados no exercício de suas funções.
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