Força-tarefa avança nas investigações sobre a execução no Aeroporto Internacional de São Paulo, com seis prisões realizadas entre sexta e sábado

por Marina Milani
Publicado em 07/12/2024, às 10h17
As investigações sobre o assassinato de Vinicius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), avançaram significativamente com a prisão de seis suspeitos, em ações realizadas pela polícia de São Paulo. O crime ocorreu no dia 8 de novembro, na área de embarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Entre os detidos estão quatro indivíduos localizados no Tatuapé, Zona Leste da capital, na madrugada deste sábado (7), e dois presos em flagrante na sexta-feira (6), por posse de munições de uso restrito.
De acordo com a polícia, denúncias anônimas levaram ao paradeiro dos suspeitos no Tatuapé. Durante a operação, os agentes apreenderam celulares e munições que podem estar relacionadas ao esquema criminoso. A força-tarefa, composta por integrantes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), segue apurando as circunstâncias da execução.
Entre os suspeitos presos, Marcos Henrique Soares ganhou destaque por sua suposta atuação no auxílio à fuga dos mandantes do crime. Segundo os investigadores, ele teria transportado Kauê do Amaral Coelho, apontado como olheiro do grupo criminoso, para o Rio de Janeiro. Além disso, Soares teria fornecido celulares para que os envolvidos mantivessem comunicação enquanto articulavam os detalhes do assassinato.
Em nota, a defesa de Soares negou as acusações, afirmando que ele nunca esteve envolvido em atividades ilícitas e que as munições encontradas pela polícia não lhe pertencem.
Na última quarta-feira (4), agentes realizaram buscas no apartamento de Gritzbach. O material apreendido inclui documentos, um computador, um cofre e um celular, que poderão ajudar a elucidar o caso. A namorada de Gritzbach, que presenciou o crime, também prestou depoimento complementar no início da semana, oferecendo mais detalhes sobre o ataque.
O assassinato de Vinicius Gritzbach chocou pela ousadia e planejamento. O delator foi morto a tiros em plena área de embarque do aeroporto, um dos locais mais vigiados do país. Ele havia colaborado com as autoridades em investigações contra o PCC, o que teria motivado sua execução por retaliação.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comemorou as prisões, destacando o trabalho de inteligência da polícia e a importância de combater o crime organizado. “A prisão de envolvidos nesse crime bárbaro é um marco importante. A força-tarefa segue focada em garantir justiça e segurança à população”, afirmou.
A polícia acredita que ainda há outros envolvidos em liberdade e continua a busca por mais suspeitos. Com a análise do material apreendido e o monitoramento de comunicações dos detidos, os investigadores esperam identificar novos desdobramentos na estrutura de planejamento do crime.
Enquanto isso, as prisões realizadas são vistas como um avanço na desarticulação de um esquema que mobilizou membros do PCC em São Paulo e no Rio de Janeiro. O caso segue em investigação, com novos desdobramentos esperados nas próximas semanas.
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