Operação em Paraisópolis mirou quadrilha ligada ao Minotauro, especializada em roubos violentos a imóveis de alto padrão

Letícia Sales Publicado em 09/02/2026, às 13h10
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta segunda-feira (9), três homens durante uma operação realizada em Paraisópolis, na zona sul da capital. Entre os detidos está um criminoso conhecido como “Bode”, apontado pelas autoridades como o segundo maior ladrão de residências do estado, atrás apenas de Diego Fernandes de Souza, o “Minotauro”, preso em setembro de 2025.
A ação teve como objetivo o cumprimento de mandados de prisão relacionados a uma série de roubos a residências em bairros de alto padrão da cidade. Além das prisões, duas armas de fogo foram apreendidas, assim como veículos utilizados nos crimes.
Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), os presos integram a quadrilha liderada por Minotauro, conhecida pelo alto grau de violência empregado durante as invasões. As investigações apontam que as vítimas eram frequentemente agredidas e ameaçadas, independentemente de serem idosos ou crianças.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a operação foi conduzida pela 4ª Divisão de Investigações sobre Furtos e Roubos a Condomínios e Residências do Deic, com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos (GARRA), do Grupo Especial de Reação (GER) e do Serviço Aerotático.
As apurações indicam que Paraisópolis funcionava como base operacional da quadrilha desde 2025. A proximidade da comunidade com bairros nobres, como o Morumbi, facilitava os deslocamentos rápidos após os crimes. Durante a operação, dois dos presos foram flagrados armados e responderão também por porte ilegal de arma de fogo. Um deles já era procurado pela Justiça.
Minotauro, considerado um dos maiores ladrões de residências do estado, foi preso em setembro do ano passado após anos foragido. Com pelo menos 12 inquéritos policiais desde 2016, ele costumava organizar os crimes a partir de Paraisópolis e, em algumas ocasiões, participava pessoalmente das invasões.
A Polícia Civil afirma que as investigações continuam para identificar outros integrantes da quadrilha e mapear possíveis receptadores dos bens roubados.
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