Diário de São Paulo
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Previdência investigada

PF investiga suposta gestão temerária de R$ 107 milhões da previdência de Cajamar

Operação Off-Balance cumpre mandados em cidades paulistas e apura aplicação irregular de recursos públicos

A Operação Off-Balance se une a outras investigações da PF sobre irregularidades em letras financeiras e fundos previdenciários no Brasil - Imagem: Divulgação/Polícia Federal
A Operação Off-Balance se une a outras investigações da PF sobre irregularidades em letras financeiras e fundos previdenciários no Brasil - Imagem: Divulgação/Polícia Federal

Letícia Sales Publicado em 13/05/2026, às 11h08


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13), a Operação Off-Balance, que investiga possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos de Cajamar, na Grande São Paulo.

Segundo a PF, a investigação apura suspeitas de gestão temerária envolvendo cerca de R$ 107 milhões aplicados em letras financeiras emitidas por dois bancos privados. Os nomes das instituições não foram divulgados pelas autoridades.

Ao todo, agentes federais cumprem seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Cajamar, Boituva e também na capital paulista. A Justiça Federal ainda autorizou medidas cautelares, como afastamento de função pública e indisponibilidade de bens dos investigados.

As ordens judiciais foram expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Em nota, a Polícia Federal informou que o inquérito teve início após o recebimento de informações indicando possíveis irregularidades nas aplicações financeiras realizadas pela autarquia responsável pela previdência dos servidores municipais efetivos de Cajamar.

A corporação investiga se houve aplicação inadequada dos recursos previdenciários, colocando em risco o patrimônio destinado ao pagamento de aposentadorias e benefícios dos servidores públicos.

A Operação Off-Balance se soma a outras ações conduzidas pela PF desde o ano passado envolvendo suspeitas de emissão irregular de letras financeiras por instituições ligadas ao Banco Master. Casos envolvendo fundos previdenciários como Rioprevidência e Amazonprev também estão sob investigação.

Até o momento, a Polícia Federal não informou quantas pessoas são alvo direto da apuração nem detalhou os possíveis crimes investigados.


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