Empresário é acusado de assassinar o ator Rafael Miguel e os pais dele, em junho de 2019

William Oliveira Publicado em 29/05/2025, às 09h40
Nesta quinta-feira (29), o empresário Paulo Cupertino será novamente julgado no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Preso preventivamente, ele é acusado de assassinar o ator Rafael Miguel e os pais dele, em um crime que chocou o país em junho de 2019.
Cupertino já havia conseguido anular seu primeiro julgamento, realizado em outubro do ano passado. Outros dois homens, Eduardo Machado e Wanderley Senhora, também serão julgados por supostamente ajudarem Cupertino a fugir e se esconder após o crime. Enquanto o réu principal segue detido, os co-réus respondem em liberdade.
O novo júri deve começar entre 9h e 10h, conforme o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Segundo o Ministério Público, a motivação do crime teria sido a rejeição de Cupertino ao namoro entre sua filha, Isabela Tibcherani, e Rafael Miguel.
Rafael ficou conhecido como Paçoca na novela "Chiquititas", do SBT, e também por participações em produções da Globo. O caso teve grande repercussão e expôs questões graves sobre violência familiar e controle abusivo.
No julgamento anulado, Cupertino demitiu seu advogado em plena audiência, alegando desconfiança após os depoimentos emocionantes de sua ex-esposa e filha. O juiz Antonio Carlos Pontes de Souza cancelou o júri devido à complexidade do processo e à ausência de defesa constituída.
O novo julgamento contará com sete jurados e pode durar até dois dias. Embora os depoimentos anteriores de Vanessa e Isabela Tibcherani tenham sido gravados, ambas serão ouvidas novamente. Ao todo, de nove a doze testemunhas devem ser convocadas.
Vanessa relatou que Cupertino era agressivo e extremamente controlador, principalmente quando soube do relacionamento de Isabela. A filha confirmou os episódios de violência e manipulação.
O crime ocorreu em 9 de junho de 2019, quando Cupertino teria atirado 13 vezes contra Rafael e seus pais, João e Miriam. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a reconstituir a fuga, que envolveu vários estados e até uma tentativa de esconderijo no exterior. Ele só foi capturado quase três anos depois, em 17 de maio de 2022, num hotel em São Paulo, com identidade falsa.
Agora, cabe ao novo júri decidir se ele será condenado ou absolvido. O juiz Antonio Carlos Pontes de Souza presidirá a sessão, e o promotor responsável será Thiago Marin.
Atualmente, Cupertino segue preso no CDP de Guarulhos.
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