Volume armazenado avança pouco e preocupa quem depende do sistema metropolitano

Gabriela Nogueira Publicado em 02/01/2026, às 09h01
As chuvas que atingiram a capital paulista e a região metropolitana nos últimos dias ainda não foram suficientes para mudar de forma significativa a situação dos reservatórios que abastecem milhões de pessoas em São Paulo. Dados mais recentes do monitoramento apontam que o volume de água armazenado permanece baixo, com variações discretas e sem sinal claro de recuperação consistente.
O Sistema Integrado Metropolitano, que reúne os principais mananciais da Grande São Paulo, opera pouco acima de um quarto de sua capacidade total. O índice praticamente não se alterou, mesmo após registros de chuva em diferentes pontos da região, indicando que a reposição hídrica segue lenta.
Entre os sistemas mais importantes, o Cantareira continua em condição delicada e registra nível próximo do mínimo histórico para este período do ano. Pequenas oscilações diárias têm sido observadas, mas o cenário geral ainda é de atenção. O Alto Tietê apresentou leve avanço impulsionado pelas chuvas recentes, embora o percentual continue baixo para os padrões esperados no início do verão.
Outros mananciais mostram comportamento semelhante. A Guarapiranga, responsável por abastecer uma parcela significativa da população da zona sul da capital, teve nova redução no volume armazenado. Já sistemas como Cotia e Rio Claro registraram pequenas altas, consideradas insuficientes para alterar o quadro geral de escassez. O Rio Grande e o São Lourenço seguem praticamente estáveis.
O fechamento de dezembro confirmou um dos piores desempenhos dos reservatórios para o mês desde a crise hídrica enfrentada pelo estado na última década. Especialistas alertam que, caso as chuvas continuem abaixo da média nos primeiros meses de 2026, o volume total pode cair para faixas consideradas críticas, elevando o risco de medidas mais restritivas.
Diante desse cenário, o governo estadual reforçou o pedido para que a população faça uso consciente da água. A recomendação é evitar desperdícios e adotar hábitos de economia no dia a dia, enquanto o estado acompanha a evolução do período chuvoso e avalia ações preventivas para garantir o abastecimento nos próximos meses.
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