Diário de São Paulo
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MANIFESTAÇÃO

Motoboys interditam vias de SP em protesto contra a “PL dos Apps”

Cerca de 150 motociclistas bloquearam vias importantes na Zona Sul de SP, reivindicando melhores condições de trabalho e remuneração

Protesto também critica a exigência de cursos obrigatórios, que dificultam a permanência de muitos profissionais na atividade - Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Protesto também critica a exigência de cursos obrigatórios, que dificultam a permanência de muitos profissionais na atividade - Imagem: Reprodução / Redes Sociais

William Oliveira Publicado em 25/03/2026, às 11h55


Um protesto de motociclistas provocou bloqueios em importantes vias da Zona Sul de São Paulo na manhã desta quarta-feira (25). Entre os pontos afetados estão a Avenida das Nações Unidas e a pista local da Marginal Pinheiros, nas proximidades da Ponte Estaiada.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 150 manifestantes ocupavam a via no sentido Castello Branco. Em Osasco, na Grande São Paulo, aproximadamente 200 motociclistas também participaram de bloqueios.

A mobilização faz parte do movimento nacional “Breque Geral dos Apps”, que reúne entregadores de aplicativos em protesto por melhores condições de trabalho. Entre as principais reivindicações estão o aumento da remuneração pelas entregas e o fim da obrigatoriedade de cursos para atuação na categoria.

Os manifestantes também se posicionam contra o Projeto de Lei 152, conhecido como “PL dos Apps”, que ainda está em tramitação no Congresso Nacional. O texto segue em análise na Câmara dos Deputados e precisa ser aprovado antes de entrar em vigor.

Segundo os entregadores, a exigência de cursos obrigatórios, reforçada neste ano pelo Detran-SP, tem sido aplicada sem prazo adequado de adaptação, o que dificulta a permanência de muitos profissionais na atividade.

A remuneração é outro ponto central do protesto. A categoria denuncia valores considerados baixos pelas corridas, com entregas de até seis quilômetros sendo pagas no valor mínimo — cerca de R$ 7 para bicicletas e R$ 7,50 para motocicletas — sem acréscimos por distância, horário ou condições adversas.

Além disso, os trabalhadores reivindicam o pagamento integral pelas entregas realizadas e a criação de uma taxa de espera equivalente a 10% do valor da corrida.


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