Cantor, compositor e pesquisador musical estava internado em São Paulo e não resistiu a complicações de diabetes avançada

Erika Osti Publicado em 08/03/2026, às 16h34
O músico, cantor e pesquisador musical Marcelo Pretto, integrante do grupo Barbatuques, morreu na madrugada deste domingo (8), aos 58 anos, em São Paulo. Conhecido no meio artístico pelo apelido Mitsu, ele estava internado desde 18 de fevereiro no Hospital Alvorada e não resistiu às complicações de um quadro avançado de diabetes. A morte foi confirmada nas redes sociais pelo próprio grupo Barbatuques.
Nascido em 17 de setembro de 1967, Marcelo Pereira Neves Pretto construiu uma trajetória respeitada na música brasileira. Cantor, compositor, percussionista e pesquisador de manifestações culturais populares, ele ficou conhecido por integrar o Barbatuques, coletivo fundado em São Paulo em 1997 e considerado referência no país na técnica da percussão corporal, em que o próprio corpo é usado como instrumento musical.
Em comunicado publicado nas redes sociais, os integrantes do grupo lamentaram a perda e destacaram a importância artística de Pretto para o trabalho coletivo. Na nota, o Barbatuques afirmou que Mitsu foi um artista de grande influência e um pesquisador dedicado às expressões da cultura brasileira. O grupo também ressaltou que a presença e a voz do músico continuarão ecoando na trajetória do conjunto.
Marcelo Pretto entrou para o Barbatuques em 1999 e se tornou uma das vozes marcantes do grupo. Colegas e admiradores destacavam a versatilidade vocal do artista, capaz de transitar entre diferentes timbres e intensidades. Em comentário nas redes sociais, o cantor Chico César lamentou a morte e descreveu Pretto como um artista sensível, dono de uma voz cheia de nuances que ia “do sussurro ao trovão”.
Além do trabalho com o Barbatuques, Pretto também integrou o grupo A Barca, voltado à pesquisa e valorização da música tradicional brasileira. Ao longo da carreira, lançou projetos autorais que exploraram diferentes sonoridades da música nacional.
Entre os trabalhos fora do coletivo estão o álbum “A carne das canções”, lançado em 2014 em parceria com o violonista Swami Jr., e o disco “Boi”, de 2020. Em novembro de 2024, o artista lançou o single “Uma voz além”, seu último trabalho fonográfico.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.
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