A médica de 27 anos sofreu múltiplas fraturas faciais e passou 13 dias internada após ser brutalmente agredida

William Oliveira Publicado em 03/08/2025, às 20h15
O fisiculturista Pedro Camilo Garcia Castro, foi formalmente denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por tentativa de feminicídio contra a médica de 27 anos agredida brutalmente em 14 de julho. A denúncia, recebida pela 4ª Vara do Júri da Capital no dia 1º de agosto, classifica o crime como cometido com "meios cruéis" e "motivo fútil", inserido no contexto de violência doméstica e familiar.
A informação foi confirmada pela advogada da vítima, Gabriela Manssur, que destacou a decisão como um avanço significativo na busca por justiça. O caso agora segue para a fase de instrução no Tribunal do Júri.
A médica recebeu alta hospitalar no último dia 27 de julho, após passar 13 dias internada e se submeter a cirurgias reconstrutivas no rosto. Ela segue em recuperação sob acompanhamento médico e psicológico. Inicialmente, a vítima foi internada em estado grave na UTI de um hospital em Santos, após ser transferida de uma unidade da capital.
Laudos médicos revelam que a jovem sofreu múltiplas fraturas faciais, principalmente do lado esquerdo do rosto e no nariz. Ela também teve obstrução parcial das cavidades nasais e desalinhamento ósseo.
O crime aconteceu no dia do aniversário da médica. O casal estava hospedado desde 12 de julho em um apartamento alugado na Avenida Pavão, em Moema, zona sul de São Paulo. A agressão foi descoberta após um vizinho ouvir sons de briga e acionar a polícia. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a porta trancada, mas ouviram respiração ofegante. Ao arrombar o imóvel, encontraram a vítima caída, inconsciente e cercada de manchas de sangue.
Câmeras de segurança registraram entradas e saídas de Pedro Camilo no apartamento. No dia seguinte, ele foi preso em Santos após tentar fugir dirigindo o carro da vítima. Durante a audiência de custódia, sua prisão foi convertida em preventiva.
A defesa de Pedro apresentou laudos psiquiátricos à Justiça. Segundo os documentos, ele enfrenta episódios de impulsividade, além de suspeitas de transtorno bipolar e distúrbios de personalidade. Em abril, já havia sido internado por instabilidade emocional. Os relatórios ainda apontam sintomas depressivos e uma tentativa recente de suicídio.
No despacho que manteve a prisão, o juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso destacou a “violência exacerbada” do ataque e classificou a brutalidade do crime como incomum. O magistrado apontou que as evidências demonstram risco à ordem pública caso o acusado seja solto.
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