Receita Federal fechou temporariamente os centros comerciais para fiscalizar produtos falsificados, eletrônicos sem procedência e mercadorias irregulares no Centro de São Paulo

Lívia Gennari Publicado em 18/05/2026, às 13h45
Dois grandes centros comerciais do Brás, na região central de São Paulo, foram interditados temporariamente nesta segunda-feira (18) durante uma operação da Receita Federal voltada ao combate à pirataria e à entrada irregular de produtos no país. A ação atingiu os shoppings 25 Brás e Stunt, que somam aproximadamente duas mil lojas.
Segundo a Receita, os estabelecimentos permanecerão fechados por pelo menos duas semanas para que equipes de fiscalização realizem uma varredura nas mercadorias comercializadas. O foco principal da operação é identificar produtos falsificados, especialmente itens esportivos ligados à Copa do Mundo, além de eletrônicos importados de forma irregular e cigarros eletrônicos, cuja comercialização é proibida no Brasil.
De acordo com a auditora fiscal Fernanda Avendanha, a iniciativa busca reforçar o combate à pirataria em um período de aumento na procura por produtos temáticos ligados ao futebol. Durante a fiscalização, comerciantes que apresentarem nota fiscal e documentação regular poderão ter os itens liberados. Já os produtos sem comprovação de origem serão apreendidos.
A Receita informou, no entanto, que os lojistas ainda terão a possibilidade de apresentar documentos posteriormente para tentar recuperar as mercadorias retidas. As apreensões devem ocorrer gradualmente ao longo dos próximos dias, conforme o avanço das inspeções dentro dos centros comerciais.
A chegada das equipes de fiscalização provocou movimentação intensa nas primeiras horas da manhã. Funcionários e comerciantes que chegaram para trabalhar encontraram os acessos fechados e aguardaram do lado de fora dos prédios. Apesar da correria inicial, a operação transcorreu sem registros de confronto ou tumulto.
Em nota, a Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) afirmou não possuir associados nos dois shoppings alvo da operação e destacou que não apoia práticas ligadas à pirataria. A entidade declarou ainda que seus integrantes atuam majoritariamente na produção e revenda de moda nacional, abastecendo mercados em diversas regiões do Brasil e também da América Latina.
A associação também disse esperar que a fiscalização contribua para fortalecer a concorrência justa, combater irregularidades e valorizar a indústria nacional de confecção.
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