Em 2019, tragédia em baile funk em Paraisópolis deixou nove mortos e gerou polêmica entre D2 e Doria

por Marina Milani
Publicado em 10/02/2025, às 10h30
Em 2019, um incidente trágico em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, resultou na morte de nove jovens durante uma operação policial em um baile funk, evento que ficou marcado como o "Massacre de Paraisópolis". O caso gerou intensa repercussão na mídia e nas redes sociais.
O rapper Marcelo D2 se manifestou publicamente sobre a situação à época, questionando a responsabilidade pelo ocorrido. Ele fez declarações contundentes nas quais mencionou: "Esses foram os que morreram...", e acusou o então prefeito João Doria, afirmando que "o mandante foi o Doria". O cantor pediu esclarecimentos sobre os responsáveis pela ação policial que resultou nas fatalidades.
A resposta de Doria não tardou a chegar; ele expressou sua consternação pela perda de vidas em uma nota oficial. Contudo, D2 rechaçou a manifestação do ex-governador, chamando-o de "assassino" e desafiando sua posição sobre o caso.
Em decorrência das declarações feitas por D2, Doria entrou com uma ação judicial visando indenização por danos morais e a remoção das postagens do cantor, alegando que as afirmações eram falsas e distorciam a realidade para influenciar negativamente a opinião pública.
O Tribunal de Justiça decidiu em primeira instância a favor de Doria, impondo a Marcelo D2 uma indenização no valor de R$ 50 mil. No entanto, o cantor conseguiu anular essa decisão ao alegar falhas no processo judicial.
No ano corrente, o caso foi reexaminado, resultando em uma nova condenação para D2. O desembargador Alberto Gosson determinou que o rapper pagasse uma multa de R$ 10 mil e arcar com os custos legais referentes à defesa de Doria.
Além da penalidade financeira, Marcelo D2 deverá retirar as postagens ofensivas de suas redes sociais. Ele ainda possui a opção de recorrer da decisão.
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