Diário de São Paulo
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Justiça torna réus acusados de matar ciclista durante assalto em São Paulo

Jeferson de Souza Jesus e Erik Benedito Veríssimo responderão por latrocínio qualificado pela morte de Vitor Medrado, executado a tiros no Itaim Bibi, Zona Oeste da capital paulista.

Imagens das câmeras de segurança foram fundamentais para a identificação dos suspeitos e comprovar a dinâmica do crime - Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Imagens das câmeras de segurança foram fundamentais para a identificação dos suspeitos e comprovar a dinâmica do crime - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 19/05/2025, às 17h53


A Justiça de São Paulo tornou réus os dois homens acusados de matar o ciclista Vitor Medrado, de 46 anos, durante um assalto no Itaim Bibi, na Zona Oeste da capital. A decisão, assinada pelo juiz Marcus Alexandre Manhães Bastos, da 30ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, foi tomada na última sexta-feira (16). A dupla responderá por latrocínio qualificado por motivo fútil, ou seja, roubo seguido de morte com agravantes.

Relembre o caso

Vitor Medrado foi assassinado por volta das 6h12 da manhã, enquanto estava parado com sua bicicleta e mexia no celular, em uma calçada ao lado do Parque do Povo. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que dois homens se aproximam em uma motocicleta. O criminoso que estava na garupa desce e atira no ciclista antes mesmo de pegar o aparelho.

Baleado no pescoço, Vitor chegou a ser levado ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos. O crime gerou grande repercussão nas redes sociais. Familiares, amigos e colegas do esporte prestaram homenagens ao ciclista.

“Eles mataram como quem espreme uma formiga com o dedo polegar. Não há o menor traço de humanidade”, escreveu o juiz Bastos na decisão. 

Os acusados foram identificados como Jeferson de Souza Jesus, conhecido como "Gordo de Paraisópolis", e Erik Benedito Veríssimo. De acordo com a investigação, Jeferson pilotava a moto enquanto Erik, que estava na garupa, efetuou o disparo e recolheu o celular após a vítima cair.

A identificação dos suspeitos foi realizada pela Polícia Civil baseada na análise de imagens de monitoramento da cidade, que permitiram o mapeamento do trajeto feito pelos criminosos até a comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul.

Atendendo ao pedido do Ministério Público, a Justiça determinou que ambos sigam presos preventivamente durante o andamento do processo. “Os réus demonstram acentuada periculosidade. Agiram com extrema violência e, em tese, revelam absoluta incapacidade de respeito pela vida humana”, afirmou o juiz.

Na denúncia, o promotor Carlos Roberto Conserino também solicitou que os familiares de Vitor recebam uma indenização por danos morais no valor de 350 salários mínimos, aproximadamente R$ 530 mil.

O caso segue sendo analisado pelo Poder Judiciário.


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