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TRAGÉDIA

Jovem morre após ser arremessada de moto por app em SP

Larissa Barros Maximo Torres, de 22 anos, morreu após ser atropelada em um acidente envolvendo uma motocicleta de aplicativo em São Paulo

Investigação do caso segue em andamento - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal
Investigação do caso segue em andamento - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal

William Oliveira Publicado em 26/05/2025, às 12h20


Na noite do último sábado (24), um trágico acidente na Avenida Tiradentes, região central de São Paulo, resultou na morte de Larissa Barros Maximo Torres, de apenas 22 anos. A jovem era passageira de uma motocicleta de aplicativo quando foi vítima de um ato de imprudência fatal.

Segundo relatos iniciais, a motocicleta foi atingida pela porta de um carro, aberta repentinamente por um dos passageiros. O impacto lançou Larissa e o motociclista à frente do veículo, e a jovem foi atropelada por um automóvel que trafegava pela via. O condutor da moto foi hospitalizado, mas seu estado de saúde não foi divulgado.

Em entrevista ao portal Metrópoles, uma prima da vítima contou que Larissa havia solicitado a corrida após participar de uma premiação na empresa onde trabalhava.

“Larissa perdeu a vida de forma brutal e injusta […] por uma diferença de apenas R$ 10, ela fez uma escolha que jamais imaginaria ter um fim tão trágico”, lamentou.

O passageiro responsável pela abertura da porta alegou não se lembrar do ocorrido, pois estaria sob efeito de álcool. O motorista do carro, também vinculado a um aplicativo de transporte, informou que transportava dois passageiros que discutiram durante o trajeto, momento em que um deles abriu a porta e causou o acidente.

O caso foi registrado como homicídio culposo no 2º Distrito Policial do Bom Retiro. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que as investigações seguem em andamento.

A empresa 99, responsável pelo transporte solicitado, lamentou profundamente o ocorrido, manifestou solidariedade à família e informou estar prestando assistência psicológica e cobertura funerária. A plataforma afirmou ainda que está colaborando com as investigações.

Larissa completaria 23 anos em 17 de julho. Cheia de sonhos e planos, sua morte abalou familiares e amigos. “Queremos justiça. Que nenhuma outra família passe por essa dor”, desabafou a prima.

Vale lembrar que, em 16 de maio, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) suspendeu os serviços de mototáxi na cidade, após disputas entre a Prefeitura e empresas do setor sobre a regulamentação do serviço. Enquanto o município alerta para os riscos do transporte sobre duas rodas, as plataformas defendem a legalidade da atividade.

A tragédia reacende o debate sobre segurança no trânsito e a urgência de regulamentações mais rígidas para os serviços por aplicativo.


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