Bruno Lopes Barreto foi preso quase dois meses após ataque que deixou a ex-companheira gravemente ferida

Erika Osti Publicado em 26/01/2026, às 15h03
A Polícia Militar prendeu nesta segunda-feira (26) o homem acusado de tentar matar a ex-companheira dentro de uma pastelaria na Zona Norte de São Paulo. Bruno Lopes Barreto, de 36 anos, estava foragido desde o ataque ocorrido no dia 1º de dezembro de 2025, quando efetuou seis disparos contra a vítima, Evelin de Souza Saraiva, de 38 anos, no local onde ela trabalhava. O crime, registrado por câmeras de segurança, é investigado como tentativa de feminicídio.
Segundo a polícia, Bruno foi localizado após trabalho de inteligência e patrulhamento na região. Ao perceber a aproximação dos agentes, ele tentou fugir a pé e resistiu à abordagem, mas acabou detido. Durante a tentativa de fuga, o suspeito chegou a descartar uma arma. Ele foi levado para o 73º Distrito Policial, no Jaçanã, onde permaneceu à disposição da Justiça.
O ataque acorreu no início da manhã, em uma pastelaria na Rua Ushikichi Kamiya. As imagens mostram o agressor conversando com a ex-companheira antes de deixar o local. Minutos depois, ele retorna armado com duas pistolas e passa a atirar contra a mulher, que tenta se proteger atrás do balcão. Mesmo ferida, a vítima sobreviveu. Após os disparos, o suspeito fugiu e permaneceu escondido por quase dois meses. A vítima foi socorrida por equipes do Samu e da Polícia Militar, recebeu atendimento emergencial no local e foi encaminhada ao Hospital das Clínicas, onde passou por cirurgia e permaneceu internada.
Testemunhas relataram que Bruno não aceitava o fim do relacionamento e teria feito ameaças antes do crime. De acordo com as investigações, a motivação estaria ligada a ciúmes e à inconformidade com o fato de a ex-companheira estar em outro relacionamento.
A prisão do suspeito representa um avanço importante na apuração de um caso que causou forte repercussão pela violência e pela exposição das imagens. A Polícia Civil segue investigando o episódio para concluir o inquérito e reunir provas que sustentem a acusação de tentativa de feminicídio. A defesa de Bruno Lopes Barreto não havia se manifestado até a última atualização do caso.
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