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Golpe

Falso clube de benefícios: três suspeitos são presos após enganar vítimas em shoppings de SP

Investigação revela que grupo usava estandes em locais movimentados para enganar vítimas com promessas de descontos irrealistas.

Polícia apreende bens de luxo e investiga movimentação financeira de quase R$ 1 milhão relacionada à fraude - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Polícia apreende bens de luxo e investiga movimentação financeira de quase R$ 1 milhão relacionada à fraude - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 12/09/2025, às 14h37


Na manhã de quinta-feira (11), as autoridades policiais de São Paulo efetuaram a prisão de três homens envolvidos em um esquema fraudulento que prometia descontos em milhares de lojas, mas que na realidade não oferecia nenhum benefício às vítimas. A investigação revelou que o grupo utilizava terminais de ônibus e shoppings como pontos estratégicos para aplicar o golpe.

O principal suspeito, identificado como João Vitor Gabriel, foi detido em um apartamento localizado no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste da cidade. As investigações indicam que ele levava uma vida de ostentação, frequentemente exibida em suas redes sociais através de postagens que mostravam passeios em jet ski, vestimentas de marcas renomadas e veículos luxuosos.

Conforme apurado pela polícia, os golpistas estabeleciam estandes em locais com grande fluxo de pessoas, como shoppings da Zona Sul, incluindo um emSanto Amaro. Eles atraíam clientes oferecendo brindes e a promessa irrealista de descontos que chegavam a 60% em mais de 35 mil estabelecimentos comerciais. As vítimas eram induzidas a assinar planos com mensalidades que podiam chegar a R$ 70 no cartão de crédito, mas não recebiam qualquer benefício correspondente.

A polícia está realizando um levantamento detalhado sobre o número total de pessoas lesadas pela empresa SD Serviços Digitais, embora já tenha sido identificado que o golpe se estendeu a diversas cidades brasileiras. A movimentação financeira relacionada à empresa é alarmante, somando quase R$ 1 milhão entre os anos de 2023 e 2025 em uma única conta bancária. A maioria das vítimas consiste em indivíduos idosos ou com pouca instrução, tornando-os alvos vulneráveis para esse tipo de fraude.

Além de João Vitor Gabriel, foram presos temporariamente Wilef Sousa e Silva, sócio da operação fraudulenta, e Felipe de Almeida Alves, considerado um dos laranjas do grupo criminoso. Todos os envolvidos enfrentarão acusações formais por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Durante a ação policial, foram apreendidos diversos itens relevantes para a investigação, incluindo celulares, um computador e um veículo luxuoso que havia sido adquirido com os recursos obtidos através das fraudes.

As investigações continuam para desmantelar completamente o esquema e buscar justiça para as vítimas enganadas.


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