Manoel Ferro de Melo, de 38 anos, foi preso após confessar ter assassinado a empresária Bárbara Denise Folha de Oliveira, de 34 anos

William Oliveira Publicado em 23/01/2026, às 07h46
Manoel Ferro de Melo, de 38 anos, foi preso acusado de assassinar a empresária Bárbara Denise Folha de Oliveira, de 34 anos, em um crime que chocou moradores de São Vicente, no litoral de São Paulo. Durante depoimento à Polícia Civil, o ex-marido da vítima confessou ter realizado um ritual macabro, no qual colocou moedas nos olhos, na boca e em outras cavidades do corpo da mulher, alegando que o ato serviria para garantir sua passagem ao “mundo espiritual”.
O crime foi descoberto na terça-feira (20), quando a mãe e o filho de 14 anos de Bárbara encontraram o corpo dentro do apartamento onde ela morava. O adolescente é filho do relacionamento entre a vítima e o suspeito. Manoel foi localizado e preso na madrugada de quinta-feira (22), na capital paulista.
Em entrevista à TV Tribuna, o delegado Rogério Nunes Pezzuol, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente, afirmou que as moedas encontradas fazem parte de um ritual simbólico. “As moedas nos olhos representam o pagamento ao barqueiro para a travessia ao mundo espiritual. Trata-se de uma mente profundamente perturbada”, declarou.
Além das moedas nos olhos, o suspeito também colocou objetos na boca e em outras partes do corpo da vítima. Em sua versão, Manoel alegou que Bárbara desejava “paz e riqueza” e que não queria continuar o relacionamento.

O delegado informou ainda que aguarda o resultado do laudo necroscópico para determinar se as moedas foram inseridas antes ou depois da morte. “Muito cruel. O que nós percebemos é que ele planejou tudo”, ressaltou Pezzuol.
Sobre a prisão, Manoel afirmou que estava escondido em uma área de mata. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), ele decidiu se entregar após entrar em contato com a polícia, temendo pela própria segurança diante da repercussão do crime.
“[Ele] sabia que a polícia estava no encalço dele e sabia também que os criminosos queriam capturá-lo porque o crime que ele cometeu é muito bárbaro. Com base nisso, ele mesmo procurou se entregar para garantir a integridade física dele”, concluiu o delegado.
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