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Impasse no transporte

Empresa desiste de assumir linhas da Transwolff e prefeitura corre para novo edital em SP

Sancetur alega impossibilidade de operar lotes emergenciais na zona sul; 133 linhas seguem sob incerteza

Com a desistência da Sancetur, a Prefeitura de São Paulo busca soluções rápidas para garantir o transporte público na região - Imagem: Divulgação
Com a desistência da Sancetur, a Prefeitura de São Paulo busca soluções rápidas para garantir o transporte público na região - Imagem: Divulgação

Letícia Sales Publicado em 29/01/2026, às 12h33


A Sancetur comunicou oficialmente à Prefeitura de São Paulo, na quarta-feira (28/1), que não conseguirá assumir a operação das linhas atualmente sob responsabilidade da Transwolff, a apenas quatro dias do início previsto do contrato emergencial. A informação foi enviada por meio de ofício e confirmada pela administração municipal.

Em nota, a prefeitura afirmou que recebeu o comunicado no qual a empresa “alega impossibilidade de assumir plenamente a execução do contrato emergencial dos lotes D10 e D11”. Diante do recuo, a gestão municipal informou que adotou medidas para acelerar a publicação de um novo edital de concessão para os dois lotes.

Os lotes D10 e D11 concentram 133 linhas de ônibus que atendem a zona sul da capital, alcançando regiões populosas e periféricas como Grajaú, Parelheiros, Marsilac e Jardim Ângela, além de outros distritos. Juntas, essas linhas são essenciais para a mobilidade diária de milhares de moradores.

As operações da Transwolff estão sob intervenção municipal desde 9 de abril de 2024, após a empresa se tornar alvo de uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O inquérito aponta que a concessionária teria sido usada para lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).


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