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Em nova campanha, Prefeitura de SP alerta para riscos do mototáxi; confira o vídeo

Com um vídeo impactante, a campanha busca conscientizar sobre os riscos do mototáxi, especialmente após aumento de fatalidades no trânsito

A nova campanha da Prefeitura de São Paulo visa alertar a população sobre os perigos do serviço de mototáxi em meio a disputas legais. - Imagem: Reprodução | YouTube
A nova campanha da Prefeitura de São Paulo visa alertar a população sobre os perigos do serviço de mototáxi em meio a disputas legais. - Imagem: Reprodução | YouTube

por Marina Milani

Publicado em 08/02/2025, às 20h42


A Prefeitura Municipal de São Paulo inicia, neste domingo (9), uma campanha publicitária na televisão com o objetivo de alertar a população sobre os perigos associados ao serviço de mototáxi. Esta iniciativa ocorre em um contexto de intensa disputa legal envolvendo a administração municipal e os aplicativos de transporte.

A atividade de mototáxi encontra-se suspensa por uma decisão liminar desde o dia 27 de janeiro, resultante de uma ação judicial promovida pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Apesar da proibição, empresas como 99 e Uber continuam a oferecer esse serviço, justificando sua atuação com base na legislação federal que, segundo elas, ampara o funcionamento do mototáxi por meio de plataformas digitais. Essa divergência resultou em um acirrado embate público entre os aplicativos e a prefeitura.

No vídeo que compõe a campanha, um homem em cadeira de rodas compartilha sua experiência e enfatiza os riscos do mototáxi, ressaltando o aumento significativo das fatalidades no trânsito envolvendo motociclistas. "Para não acontecer com você o que aconteceu comigo. Ou até mesmo pior", adverte o homem, buscando sensibilizar a audiência sobre as consequências trágicas que podem advir do uso desse tipo de transporte.

Embora mantenha uma postura contrária à liberação do serviço, o prefeito Ricardo Nunes enfrenta pressões provenientes de grupos de motoboys e vereadores que defendem a regulamentação da modalidade. Recentemente, motoboys organizaram manifestações em frente ao Paço Municipal, acusando Nunes de adotar uma postura autoritária nas discussões, sob o lema "queremos trabalhar".

A temática dos mototáxis também foi amplamente debatida na Câmara Municipal durante a primeira semana dos trabalhos legislativos. Na última sexta-feira (7), uma audiência pública convocada pela vereadora Amanda Paschoal (PSol) atraiu uma grande quantidade de profissionais da área, além de vereadores, especialistas e representantes das empresas 99 e Uber. A administração municipal não enviou representantes para o evento.

O vereador Lucas Pavanato (PL), ligado ao bolsonarismo, apresentou um Projeto de Lei visando à liberação do serviço de mototáxi, enquanto seu colega Marcelo Messias (MDB), próximo ao prefeito Nunes, propôs um projeto que mantém a proibição da atividade, condicionando qualquer eventual liberação à redução das estatísticas de violência no trânsito.

Além disso, atendendo à solicitação do presidente da Câmara, Ricardo Teixeira (União), o sindicato da categoria SindimotoSP apresentou uma proposta para regulamentar o mototáxi. Contudo, esse texto não conta com o apoio do movimento autônomo dos motoboys, que alegam não serem representados por essa entidade.

Com apoio de Teixeira, a vereadora Renata Falzoni (PSB), conhecida por sua atuação na mobilidade urbana, protocolou um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as mortes no trânsito na cidade. O presidente da Câmara já indicou que a discussão sobre a regulamentação do mototáxi será uma prioridade nas deliberações do Legislativo municipal neste primeiro semestre.


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