O corpo de Maria Clara, de apenas cinco anos, foi encontrado enterrado e concretado no quintal da própria casa em Itapetininga (SP), após quase um mês de desaparecimento

William Oliveira Publicado em 16/10/2025, às 08h44
Na tarde de terça-feira (14), a cidade de Itapetininga (SP) foi abalada pela descoberta do corpo de Maria Clara Aguirre Lisboa, uma criança de apenas cinco anos. O cadáver foi encontrado em uma cova rasa concretada no quintal da casa onde a menina morava com o padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado, e a mãe, Luiza Aguirre Barbosa da Silva.
As investigações começaram após uma denúncia feita pela avó paterna ao Conselho Tutelar, relatando o desaparecimento da neta. Inicialmente, a polícia não tratava o caso como homicídio, mas a situação mudou quando a perícia constatou que o corpo estava enterrado havia cerca de 20 dias, indicando que o casal havia ocultado o crime.
Segundo o delegado Franco Augusto, os suspeitos demoraram cerca de dois dias para enterrar o corpo após o assassinato. O crime veio à tona quando a avó buscou ajuda do Conselho Tutelar no início de outubro, relatando não ter notícias da filha nem da neta desde agosto. O desaparecimento foi oficialmente registrado na Polícia Civil em 8 de outubro.
No dia 14, após diligências, a polícia localizou o corpo em estado avançado de decomposição, apresentando lesões causadas por um objeto contundente. Na mesma data, Rodrigo e Luiza foram localizados e confessaram a autoria do crime durante o interrogatório.
No dia seguinte, 15 de outubro, um áudio gravado por Rodrigo foi divulgado. Na mensagem, ele dizia ao pai da menina que Maria Clara estava morta e pedia para que ele parasse de procurá-lo. A avó informou que o áudio havia sido enviado duas semanas antes da descoberta do corpo.
Após a audiência de custódia, realizada também no dia 15, a Justiça manteve as prisões preventivas dos suspeitos. Luiza foi transferida para o presídio de Votorantim, e Rodrigo, para o de Capão Bonito. Ambos responderão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O delegado Franco Augusto afirmou que a criança era constantemente agredida pelo padrasto e pela mãe. Ele também revelou que Rodrigo possuía antecedentes criminais e submetia tanto Maria Clara quanto Luiza a torturas psicológicas.
O sepultamento da menina ocorreu no mesmo dia em que seu corpo foi encontrado. Devido ao estado de decomposição, não houve velório. A cerimônia fúnebre aconteceu no Cemitério Colina da Paz, com a presença apenas de familiares do pai biológico.
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