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Como funcionava a rede que retirava palmito de parques e vendia como produto legal

Promotores e autoridades ambientais atuaram em conjunto para prender membros de um esquema que manipulava palmito em condições insalubres

Criminosos criaram empresas de fachada para disfarçar a venda de palmito juçara, colocando a saúde pública em risco - Imagem: Reprodução  / g1
Criminosos criaram empresas de fachada para disfarçar a venda de palmito juçara, colocando a saúde pública em risco - Imagem: Reprodução / g1

por Marina Milani

Publicado em 25/11/2025, às 17h31


Uma operação conjunta deflagrada nesta terça-feira (25) mirou um grupo criminoso acusado de extrair ilegalmente palmito juçara em áreas de preservação ambiental do estado de São Paulo e envazar o produto em fábricas clandestinas, sem qualquer controle sanitário.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Juquitiba, Itapecerica da Serra e Miracatu. O palmito era retirado principalmente de regiões do Vale do Paraíba e Vale do Ribeira, além de outras áreas protegidas do estado.

A ação envolveu promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente), servidores do Ministério Público, equipes da Polícia Ambiental e agentes da Vigilância Sanitária.

Esquema envolvia danos ambientais e venda clandestina

A investigação começou após o Gaema identificar reiteradas ocorrências de danos ambientais dentro do Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Santa Virgínia, em São Luiz do Paraitinga e Caraguatatuba.

Segundo o Ministério Público, os criminosos montaram empresas de fachada, apresentadas como distribuidoras, para dar aparência de legalidade ao produto. Na prática, o palmito era manipulado e envazado em ambientes insalubres, sem seguir normas obrigatórias de higiene, segurança alimentar ou rastreabilidade.

O material apreendido passará por análise para identificar a origem e as condições de armazenamento. O grupo pode responder por crimes ambientais, associação criminosa, falsificação e risco à saúde pública.


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