Diário de São Paulo
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Reconhecimento internacional

Climatologista brasileiro Carlos Nobre é nomeado para conselho do Vaticano

Indicação feita pelo Papa Leão XIV reforça a relevância global das pesquisas brasileiras sobre mudanças climáticas

Carlos Nobre, ex-integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, agora contribui para a missão do Vaticano - Imagem: Reprodução/Lucas Lacaz Ruiz/A13
Carlos Nobre, ex-integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, agora contribui para a missão do Vaticano - Imagem: Reprodução/Lucas Lacaz Ruiz/A13

Letícia Sales Publicado em 30/03/2026, às 10h32


O pesquisador brasileiro Carlos Nobre foi nomeado para integrar o conselho do Vaticano voltado ao desenvolvimento humano integral. A indicação foi anunciada nesta segunda-feira (30) pelo Papa Leão XIV, em comunicado oficial.

Nobre passa a compor o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, órgão da Santa Sé responsável por discutir temas como meio ambiente, economia, trabalho, migração e direitos humanos. Ele se junta a um grupo diverso de especialistas internacionais, incluindo acadêmicos, teólogos e representantes de instituições de ensino.

Com trajetória consolidada na área ambiental, o cientista é pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e também atua como diretor científico em iniciativas voltadas ao estudo do clima. Ao longo da carreira, destacou-se por pesquisas sobre a Amazônia e os impactos do aquecimento global, além de ter atuado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais até 2012.

O climatologista também integrou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, grupo internacional que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007 por seu trabalho na conscientização sobre os riscos das mudanças climáticas.

Criado em 2016 pelo Papa Francisco, o dicastério tem como missão acompanhar e promover ações ligadas à proteção ambiental e ao desenvolvimento humano. Segundo o Vaticano, o órgão busca articular esforços entre diferentes religiões e setores da sociedade para enfrentar desafios globais e preservar o planeta como “casa comum”.

A nomeação de Nobre reforça o protagonismo da ciência brasileira no debate internacional sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.


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