Cacique Darã tinha 57 anos e foi encontrado morto na manhã de quarta-feira (18)

Ana Rodrigues Publicado em 20/10/2023, às 10h18
Um dos líderes tupi-guaranis de São Paulo, o CaciqueDarã de 57 anos, foi encontrado morto na manhã de quarta-feira (18), na aldeiaTekoa Porâ, em Itaporanga, interior de São Paulo.
Segundo o UOL, nas informações da Polícia Civil o corpo estava dentro de um carro na aldeia Tekoa Porã, no bairro da Prainha. Os Policiais militares foram acionados para prestar apoio a uma equipe do Samu.
Os PMs fizeram contato com a mulher da vítima. Ela relatou que eles haviam chegado à aldeia na noite anterior após uma festa, e que o marido tinha permanecido dentro do veículo. Ela ainda relatou que, na manhã seguinte, ao acordar viu que o cacique não estava em casa e, ao procurá-lo, encontrou o cadáver.
O caso foi registrado como morte suspeita, na Delegacia de Polícia de Itaporanga.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)lamentou a morte do cacique e ainda disse que ele foi um "ativista incansável", dedicando sua vida à luta pelos direitos dos povos indígenas.
Segundo a Funai, inicialmente, o líder atuou na região da Terra Indígena Araribá, no oeste paulista, onde residiu até 2006.
Após essa fase, ele seguiu uma jornada em busca de seu território ancestral, onde seus antepassados viveram, dando início a um processo de retomada na região de Itaporanga, em São Paulo, juntamente com seus parentes e fundando a Aldeia Tekoa Porã", disse o órgão.
A Funai também soltou uma nota de pesar.
A Funai se solidariza com os familiares, amigos e a comunidade indígena neste momento de luto. O legado de Cacique Darã permanecerá vivo. Seu trabalho incansável e sua dedicação à causa indígena continuarão a ser uma fonte de inspiração para todos que se unem nessa missão".
Desde muito jovem, Darã participou de lutas e mobilizações em defesa dos direitos de seu povo, segundo o Conselho Indigenista Missionário em nota de pesar após o falecimento do Cacique.
Ele atuava especialmente na luta por direitos territoriais e na área de saúde. Onde também, participou das mobilizações e debates que resultaram na criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena.
Em 2021, ele também participou ativamente das mobilizações nacionais em defesa dos direitos indígenas. Ainda teve um papel fundamental no Levante pela Terra, mobilização onde reuniu indígenas de todo o país na capital federal. Apesar da pandemia na época, milhares de lideranças indígenas de todo o país, participaram do acampamento, em Brasília, por cerca de dois meses.
Ele também foi um dos fundadores da Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste, organização de base da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.
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