Investigação indica que suspeito ordenou gravação e divulgação dos abusos; polícia busca identificar quem compartilhou imagens

Letícia Sales Publicado em 04/05/2026, às 10h24
A prisão de um homem de 21 anos, apontado como mentor de um estupro coletivo contra duas crianças na zona leste de São Paulo, marcou um novo avanço nas investigações do caso. Ele foi detido no último sábado (2), na cidade de Brejões, na Bahia, e deve ser transferido para a capital paulista.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito não apenas participou dos abusos como também teria incentivado a gravação e a disseminação das imagens. A delegada responsável pelo caso, Janaina Dziadowczyk, afirmou que a ideia de registrar o crime partiu dele. Inicialmente, ele próprio realizou as filmagens, mas, em seguida, solicitou que um dos adolescentes envolvidos continuasse a gravação.
As investigações apontam ainda que o material foi compartilhado por meio de um aplicativo de mensagens, o que contribuiu para a rápida disseminação do conteúdo nas redes sociais.
Suspeitos detidos e buscas por foragido
Até o momento, quatro envolvidos foram apreendidos — três adolescentes e o adulto preso. Um quinto suspeito, menor de idade, segue foragido.
Segundo o secretário da Segurança Pública, equipes policiais estão em negociação com a família do adolescente para que ele se entregue. A delegada também demonstrou expectativa de que isso aconteça em breve. “A melhor coisa a fazer neste momento”, afirmou.
Dois dos adolescentes se apresentaram acompanhados pelos pais na delegacia responsável pela investigação, enquanto outro foi localizado em Jundiaí, no interior paulista. Conforme a polícia, todos os detidos confessaram participação no crime.
Nova fase mira disseminação de vídeos
Com os principais suspeitos identificados, a investigação entra agora em uma nova etapa: rastrear e responsabilizar quem compartilhou as imagens dos abusos.
A polícia alerta que a divulgação desse tipo de conteúdo configura crime, independentemente da intenção. Pessoas que repassaram os vídeos poderão ser indiciadas.
Além disso, também serão investigadas denúncias de ameaças e intimidações contra as famílias das vítimas, que teriam sido pressionadas a não procurar as autoridades.
O caso segue sob investigação.
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