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Igreja Católica

Papa Leão XIV defende casamento heterossexual e condena aborto em discurso: "Inalterado"

Em discurso no Vaticano, pontífice destaca o casamento entre homem e mulher como base para sociedades harmoniosas

Com uma abordagem tradicional, Leão XIV se distancia da abertura de seu antecessor, Papa Francisco, em relação a temas LGBTQIA+ - Imagem: Reprodução / Instagram / @vaticannewspt
Com uma abordagem tradicional, Leão XIV se distancia da abertura de seu antecessor, Papa Francisco, em relação a temas LGBTQIA+ - Imagem: Reprodução / Instagram / @vaticannewspt

William Oliveira Publicado em 16/05/2025, às 13h30


Em um discurso proferido nesta sexta-feira (16), durante um encontro com diplomatas internacionais no Vaticano, o Papa Leão XIV reafirmou a importância do casamento heterossexual como pilar fundamental da estrutura familiar e base para a construção de sociedades harmoniosas.

O novo pontífice, que assumiu o cargo recentemente, afirmou que "é responsabilidade dos governantes trabalhar para construir sociedades civis harmoniosas e pacíficas", destacando que esse objetivo passa principalmente pelo fortalecimento da família constituída pela união estável entre um homem e uma mulher.

Além de abordar o tema familiar, Leão XIV reiterou a posição tradicional da Igreja Católica contrária ao aborto, ao mesmo tempo em que expressou apoio à liberdade religiosa e à promoção do diálogo entre diferentes crenças.

Essa foi a primeira declaração pública de Robert Prevost sobre o casamento desde que se tornou papa. Antes do papado, ele já havia se manifestado contra a união entre pessoas do mesmo sexo, embora não tenha abordado diretamente o tema durante seu discurso atual.

Em comparação, o Papa Francisco havia demonstrado maior abertura ao permitir bênçãos para casais do mesmo sexo e fazer declarações mais acolhedoras à comunidade LGBTQIA+.

Imigração em foco

No mesmo evento, o papa Leão XIV também tratou da imigração. Natural dos Estados Unidos e conhecido por ter feito críticas ao governo de Donald Trump antes de assumir o papado, Prevost defendeu a dignidade dos migrantes.

“Todos nós, ao longo de nossas vidas, podemos nos encontrar saudáveis ​​ou doentes, empregados ou desempregados, vivendo em nossa terra natal ou em um país estrangeiro, mas nossa dignidade permanece sempre inalterada. É a dignidade de uma criatura querida e amada por Deus”, afirmou. A declaração vem em meio ao aumento das ações do governo norte-americano contra imigrantes indocumentados.

A trajetória pessoal do papa — que cresceu em Chicago e trabalhou como missionário no Peru — contribui para sua empatia com migrantes, motivando sua defesa por compaixão e solidariedade com aqueles que buscam melhores condições de vida fora de seus países de origem.

Condenação à guerra

Durante o encontro, Leão XIV também condenou o que classificou como “impulso destrutivo de conquista”, sem citar países diretamente. No entanto, apontou o Oriente Médio e a Ucrânia como regiões onde populações enfrentam grande sofrimento causado por conflitos armados.

Segundo ele, a Igreja Católica continuará a usar “linguagem direta” para denunciar injustiças, mesmo diante dos poderosos. O papa reafirmou ainda a disposição do Vaticano em oferecer mediação para a resolução pacífica de conflitos internacionais.


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