Raphael Baptista, fundador da Hineltec, amplia escopo da holding H7 e visa R$ 1 bilhão em valor de mercado até 2029

por Marauê Carneiro
Publicado em 13/02/2025, às 08h44
Empreendedor por vocação, filósofo por convicção: negócio de energia criado por engenheiro eletricista vira holding e planeja se tornar ‘unicórnio’.
Seguindo os sábios conselhos do pai, Raphael Baptista amplia escopo da holding H7 com gestão humanizada e aquisição de empresas, de painéis elétricos à impressão de tecidos de órgãos em 3D. Expectativa é chegar a R$ 1 bilhão em valor de mercado até 2029
“Boa praça, bom de lábia e, acima de tudo, vendedor”. E que seria engenheiro, e ainda, dono de empresa. Seu Divino profetizou, incentivou a vida toda e, bingo: o filho Raphael Baptista, 37, não só virou engenheiro eletricista, como optou por “trilhar o caminho do empreendedorismo”, conforme sempre soube que faria. E criou, há 13 anos, a Hineltec.
Especializada em projetos e serviços de engenharia para grandes consumidores ou geradores de energia, como shoppings, hospitais, indústrias e usinas, a empresa do carioca Raphael cresceu tanto que precisou abrir outra unidade em São Paulo. E enxergou a oportunidade de se associar a negócios correlatos e complementares para ampliar o escopo – como a fabricante de cabines elétricas de média tensão BRVal, e em seguida, se associar também a BRVal Automação. Outras entraram para o time pelo potencial de inovação de alto nível – caso da startup de biotecnologia GCell, de pesquisa e desenvolvimento de solução na área de bioimpressão 3D e medicina regenerativa, como impressão de tecidos para órgãos em 3D. E da H-Smart, empresa que une sistemas de segurança e sustentabilidade através de Inteligência Artificial.
A base de crescimento é uma só: gestão humanizada, do tipo que coloca todos da equipe para “crescer junto”, e foco em “conexões e na qualidade dos relacionamentos”, segundo Raphael. Com essa gestão, somada à sua visão aguçada de negócios, hoje a holding H7, que deve fechar 2024 com faturamento total de R$ 25 milhões.
Até a empresa chegar a esse patamar, o caminho foi longo. Mas sempre pavimentado por seu Divino, técnico em eletrônica, especializado em máquinas industriais, e a mãe, dona Maria Sônia, atualmente formada em contabilidade, mas que desempenhou a função de costureira por muitos anos, para ajudar no sustento da família. Trabalhando a vida toda como CLT – até criar sua própria prestadora de serviços especializados em manutenção de máquinas industriais, que de início atendia aos antigos empregadores, mas logo em seguida expandiu para todas as marcas do segmento -, o pai de Raphael sempre exaltou as características do filho, citadas no início desse texto, e da filha Leandra, com perfil oposto ao do irmão, que se tornou uma cientista e empreendedora.
Para não repetir a própria experiência familiar de dificuldades financeiras, incentivou cada um a seguir seu caminho, mas sempre se esforçando para que os dois estudassem nas melhores escolas, e conseguissem fazer parte da geração da família que iria “escalar um degrau a mais no patamar social”, lembra. “E foi o que aconteceu: o pai vai colocando coisas na cabeça da criança, fala sempre que vai ser vendedor... então ele motiva a gente a vender”, lembra Raphael. Ainda na escola, comercializava tudo o que pai recomendava ou trazia das fábricas em que trabalhava para ajudá-lo a desenvolver sua vocação.
De sorvete a gibi, passando por cornetas da Copa do Mundo e até bonecos dos Cavaleiros do Zodíaco, o então estudante sempre voltava para casa de mãos vazias - e bolso cheio. Também dava aulas particulares de matemática e física para engordar a renda, conforme lembra, divertido. Mas tudo em prol de um objetivo maior: ter o próprio negócio.
Da faculdade de Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Rio de Janeiro, ao estágio por dois anos em uma empresa, passando pelo MBA em Gestão Empresarial e Negócios, Raphael conta que essas experiências foram essenciais para abrir sua mente, procurar livros, ampliar o networking, receber mentoria de professores e participar de projetos de altíssimo nível. Até desenhar os primeiros projetos de subestações - o embrião da Hineltec.
“Meu pai sempre dizia: se eu faturava R$ 1 mil, sempre me considerava faturando R$ 10 mil, R$ 100 mil, R$ 1 milhão. E não no intuito de gastar, mas no sentido de me planejar e enxergar sempre à diante”, conta Raphael, que passa os mesmos ensinamentos para o filho Matheus valorizar o dinheiro. “Montamos uma barraca para ele vender limonada no condomínio em que moramos e, assim, ele aprender como fazer de um ‘limão uma bicicleta’”, se orgulha.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

Influenciador relata ter sido retirado de campanhas publicitárias por causa da deficiência: “Disseram que eu causaria constrangimento”

Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal contra ondas de calor da menopausa

Polícia estoura canil clandestino na Zona Leste de SP e resgata mais de cem felinos de raça

Investigação interna afasta hipótese de arrastão na Estação Luz do metrô de SP

Investigação aponta retirada de câmera após morte de jovem em salto de rope jump