"Querem desestabilizar o Atlético, talvez pelo fato de não sermos mais apenas um figurante"

Redação Publicado em 16/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 11h28
“Querem desestabilizar o Atlético, talvez pelo fato de não sermos mais apenas um figurante”
Uma postagem que irritou os bastidores do Atlético-MG. Na manhã de sexta, o vice-presidente geral e jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee, usou as redes sociais para pedir perda de mando de campo do Galo devido às supostas agressões ao VAR na partida contra o Santos, na quarta. Ataque suficiente para fazer o clube se posicionar publicamente, e o vice-presidente, José Murilo Procópio, pedir a palavra para se manifestar.
Em entrevista ao ge, Procópio fez questão de ressaltar que a opinião de Dunshee não foi um posicionamento institucional do Flamengo, mas lamentou o que chamou de tentativa de “desestabilizar” o ambiente do Galo.

José Murilo Procópio de Carvalho é um dos líderes do jurídico do Galo — Foto: Bruno Sousa/Atlético-MG
– A gente tem é a lamentar que tenha ocorrido. Querem desestabilizar o Atlético. Fizemos uma nota de repúdio e vamos ficar firmes nessa posição de não permitir que fatos dessa natureza venham a afetar o clube. Estamos muito tranquilos, e vamos resolver tudo no campo – disse Procópio.
“Talvez seja pelo fato de o Atlético não ser mais figurante, de estarmos disputando os campeonatos. Isso incomoda”
Segundo Procópio, o clube não vai tomar outras medidas legais (pelo menos por enquanto) quanto à declaração de Dunshee ou a súmula da partida contra o Santos. A estratégia do departamento jurídico é aguardar a movimentação do STJD. Se o tribunal apresentar uma denúncia pelo episódio, aí sim o Atlético usará o foro legal para se defender.

VAR do Mineirão — Foto: Agência i7/Mineirão
– Se o Galo for denunciado, vai apresentar defesa. Uma defesa técnica, para provar que tudo (relato da súmula) é mentira. E o que sair fora, de alguém que afirmou isso ou aquilo, o Atlético poderá usar os meios legais para que isso não mais aconteça – disse.
Toda a polêmica decorre do fato de, na súmula da partida entre Atlético e Santos, o árbitro Paulo Roberto Alves Junior ter escrito que, aos 41 minutos do 1º tempo, o diretor de futebol alvinegro, Rodrigo Caetano, teria desferido “chutes e socos na porta da sala VOR” (video operation room, na sigla em inglês) e usado as seguintes palavras: “Seus ladrões, parem de roubar, nós não vamos aceitar isto”.
Em entrevista coletiva, Caetano até admitiu a revolta pelo pênalti não marcado em cima de Zaracho, mas negou que tenha partido para a agressão do VAR. “Longe do que foi relatado na súmula e iremos contestá-la”, afirmou.
Na sexta, pela manhã, Dunshee usou sua conta no Twitter para pedir “a perda de mando de campo do Galo e punição severa dos invasores/agressores” por conta do episódio relatado na súmula. “Quando o clube mandante não proporciona segurança para o trabalho da arbitragem, quando invadem ou tentam invadir a sala onde se pratica a arbitragem por vídeo, a consequência só pode ser uma”.

Rodrigo Caetano, diretor de futebol do Atlético — Foto: Pedro Souza/Atlético-MG
Em nota de repúdio, o Atlético afirmou que a declaração do dirigente rubro-negro foi feita de “forma dissimulada e ardilosa”, com o único intuito de prejudicar o bom desempenho esportivo do time.
“É necessário que haja responsabilidade e bom senso nas manifestações de dirigentes, para que não se instale um clima de beligerância e acusações infundadas”, escreveu o Galo.
“O tempo de manobras extracampo e favorecimentos já acabou! Pelo menos, é o que se espera!”
Atlético e Flamengo são os principais concorrentes ao título do Campeonato Brasileiro, e têm trocado farpas nos bastidores. O Galo lidera a competição com 56 pontos, 11 a mais que o time carioca, que tem 45, mas dois jogos a menos.
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Globo Esporte

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