Antes de retornar ao São Paulo para ser auxiliar de Hernán Crespo, Milton Cruz retirou um processo de R$ 28 milhões que moveu contra o clube em 2017 e abriu

Redação Publicado em 09/03/2021, às 00h00 - Atualizado às 15h41
Antes de retornar ao São Paulo para ser auxiliar de Hernán Crespo, Milton Cruz retirou um processo de R$ 28 milhões que moveu contra o clube em 2017 e abriu mão de R$ 1,8 milhão que tinha a receber.
O ge teve acesso ao pedido de renúncia do processo ao Tribunal Regional do Trabalho. No documento, a defesa de Milton Cruz alega que o auxiliar decidiu por retirar as acusações após uma reflexão sobre a história construída no São Paulo por mais de 20 anos. O pedido foi feito no último dia 11 de fevereiro.
Demitido pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, em 2016, Milton Cruz pedia diversos valores: horas extras excedentes nos dias de semana e nos domingos em que trabalhou, equiparação salarial aos treinadores que substituiu quando atuou como técnico interino, cálculos de bichos e ganhos mensais pela CLT e não como direito de imagem.
Na época em que foi dispensado pela diretoria do São Paulo, Milton Cruz havia sido realocado no departamento de análise de desempenho. Parou de viajar com o elenco e até de aparecer no gramado durante os treinos, função que passou a ser executada por Pintado.
A situação vivida após tantos anos de clube causou mal-estar em Milton Cruz. Praticamente um ano depois ele decidiu entrar com o processo, e desde então recebe críticas por parte da torcida são-paulina.
A ação movida por Milton Cruz, que trabalhou no São Paulo de 1997 a 2016, foi o maior processo trabalhista individual que o clube enfrentou em sua história. Dos seis pedidos, que totalizavam R$ 28 milhões, o auxiliar ganhou R$ 1,5 milhão de indenização (R$ 1,8 milhão em valores corrigidos). O Tricolor ainda não havia pago o valor, e Milton Cruz abriu mão da quantia.
O retorno de Milton Cruz para o São Paulo teve um papel fundamental de Muricy Ramalho. O atual coordenador técnico do Tricolor trabalhou durante anos com o auxiliar e foi um dos grandes entusiastas da repatriação do profissional.
Ter Milton Cruz na comissão técnica era um desejo de Julio Casares, e ter Muricy Ramalho ao lado foi algo que o animou para aceitar o convite de retornar após cinco anos. Esse fator foi preponderante para que Milton Cruz retirasse os processos.

Milton Cruz e Muricy Ramalho no São Paulo — Foto: site oficial / saopaulofc.net
O auxiliar-técnico terá uma salário menor do que aquele que recebia em 2016, quando foi demitido do São Paulo.
Segundo o clube do Morumbi, Milton fez 43 jogos como técnico interino ou substituto, com 23 vitórias, 7 empates e 13 derrotas. Como jogador, foram 55 jogos: 28 vitórias, 17 empates, 10 derrotas e 27 gols.
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Fonte: G1 – Globo.
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