A liderança provisória do Brasileirãoe o ponto fora de casa são tudo o que o São Paulo tem a comemorar depois do empate contra o Santos, na Vila Belmiro.

Redação Publicado em 17/09/2018, às 00h00 - Atualizado às 11h42
A liderança provisória do Brasileirãoe o ponto fora de casa são tudo o que o São Paulo tem a comemorar depois do empate contra o Santos, na Vila Belmiro.
Em campo, o desempenho do São Paulo foi ruim. A análise do técnico Diego Aguirre e de alguns dos jogadores depois do clássico foi nesse sentido: atuação abaixo e resultado para ser celebrado.
Isso porque é comum em projeções de tabela colocar uma derrota contra o Santos na Vila. No contexto da disputa do título, o ponto conquistado fora de casa tem ainda mais importância.
– Muitos times ainda vão sofrer na Vila, porque é complicado enfrentar o Santos fora de casa. Temos que valorizar o resultado, mas nos cobrar porque não fizemos um grande jogo. Pecamos no final das jogadas e não tivemos muitas oportunidades, mas levaremos um ponto importante na bagagem – disse Reinaldo.
– É um ponto que tem valor. A liderança não é importante agora, mas quem vai estar no final. Mas são pontos que, talvez no final, podem ser decisivos. O Santos teve uma chance de matar o jogo que o Rodrygo perdeu. Poderíamos ter perdido. Então, um ponto está bom – afirmou Aguirre.
No entanto, a queda tricolor no segundo turno do Brasileirão permitiu a chegada do Palmeiras na disputa do título (o rival segue a três pontos de distância). Flamengo (45 pontos) e Grêmio (44) estão logo atrás. Aguirre, inclusive, admite que o Tricolor poderia ter mais do que os atuais 50 pontos.
O torcedor tricolor e os dirigentes lamentam principalmente o empate com o lanterna Paraná, fora de casa.
– É impossível não falar de tudo, porque se estamos na liderança é porque fizemos boas coisas. Mas gostaria de ter mais pontos. Acho que poderíamos. Mas agora temos de nos concentrar em ganhar os próximos três pontos e continuar na frente. O São Paulo está bem e os jogadores estão querendo vencer os rivais – disse Aguirre.
O próximo adversário do São Paulo é o América-MG, sábado, no Morumbi. Depois, o Tricolor encara Botafogo (fora), Palmeiras (no Morumbi) e Internacional (no Beira-Rio).
A classificação do returno mostra o São Paulo na oitava posição. Veja abaixo:
Classificação do returno
| Posição | Pontos |
| 1º Palmeiras | 14 |
| 2º Santos | 12 |
| 3º Ceará | 11 |
| 4º Internacional | 11 |
| 5º Vitória | 10 |
| 6º Atlético-PR | 9 |
| 7º Atlético-MG | 9 |
| 8º São Paulo | 9 |
*O Internacional tem um jogo a menos e enfrenta a Chapecoense nesta segunda-feira
O São Paulo teve dificuldades no primeiro tempo na Vila Belmiro. A análise do capitão Hudson na saída para o vestiário mostrou consciência do que acontecia no clássico.
– O Santos tem um ataque com mobilidade. Dificulta encaixar a marcação. Tem que melhorar o ritmo de jogo e criar chances para sair com o resultado positivo.
A única finalização do time foi um chute de fora da área de Reinaldo. Muito pouco.
Sem Bruno Peres (lesionado) e Régis (suspenso), Aguirre mudou o esquema do São Paulo: escalou três zagueiros, com Arboleda pelo lado direito. Foi a opção encontrada diante dos desfalques, pois a comissão técnica preferiu segurar Araruna (voltando de lesão).
Não deu certo. O São Paulo praticamente só se defendeu diante do volume rival. Sidão teve de trabalhar em ao menos três vezes.
Veja as estatísticas ao final do primeiro tempo:
Posse de bola: Santos 55% x 45% São Paulo
Finalizações: Santos 7 x 1 São Paulo
Bolas levantadas: Santos 10 x 3 São Paulo
Faltas cometidas: Santos 4 x 9 São Paulo
Passes errados: Santos 14 x 16 São Paulo

Nenê versus Robson: meia não conseguiu criar muitas jogadas na Vila — Foto: Marco Silva / Futura Press
Melhora tricolor e sorte no lance capital do clássico
Everton pediu para sair por precaução no fim da etapa inicial e deu lugar a Liziero. O São Paulo melhorou no segundo tempo, mas ainda assim o Santos criou as chances mais perigosas.
O Tricolor assustou mais nas bolas aéreas, mas não conseguiu construir jogadas. Por vezes rondava a área do rival. Sem sucesso.
Rojas aberto pelo lado direito foi a válvula de escape da equipe. Em jogadas individuais o equatoriano deu algum trabalho. Mas a verdade é que o São Paulo criou pouquíssimo, viu Rodrygo perder gol na cara de Sidão o lance capital do clássico e por isso saiu satisfeito da Vila.
– Nos faltou de verdade mais poder ofensivo e aproveitar os espaços que o Santos deixava. Não tivemos muitas chances para fazer o gol – admitiu Aguirre.
Veja as estatísticas no fim do clássico:
Posse de bola: Santos 58% x 42% São Paulo
Finalizações: Santos 11 x 5 São Paulo
Bolas levantadas: Santos 16 x 11 São Paulo
Faltas cometidas: Santos 15 x 15 São Paulo
Passes errados: Santos 220 x 241 São Paulo
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