Conflito envolve imóvel, carro e direitos autorais após morte do artista

Manoela Cardozo Publicado em 26/04/2026, às 11h06
A herança de Erasmo Carlos tem sido motivo de disputa judicial entre a viúva, Fernanda Esteves, e os filhos do artista, Leonardo e Gil Esteves.
Entre os pontos de conflito está um imóvel localizado em São Conrado, onde o cantor vivia com a esposa. Os filhos conseguiram na Justiça a reintegração de posse do apartamento. Também há divergência sobre um veículo utilizado por Fernanda, com cobrança de valores relacionados ao uso.
Segundo relatos, o carro teria sido destinado à viúva, mas registrado em nome de uma produtora ligada à carreira do artista, o que gerou questionamentos após sua morte. Leonardo Esteves é sócio da empresa e representante do espólio.
A disputa também envolve direitos de imagem e autorais de Erasmo Carlos, o que ampliou o impasse entre as partes. Fernanda afirma que não estaria recebendo recursos do espólio, o que teria dificultado a permanência no imóvel, avaliado em alto valor e com custos mensais elevados.
Diante da situação, a viúva deixou o apartamento onde viveu por anos com o cantor e se mudou para um imóvel menor na Barra da Tijuca.
Em meio ao conflito, Fernanda fez um desabafo nas redes sociais, expondo o impacto emocional da situação e relembrando a vida ao lado do cantor:
“Olho para trás, vejo por trás, me volto para dentro. Sempre só tive janelas que davam para os fundos. Talvez tenha sido assim que aprendi a ver beleza no que está por trás, no que não é possível óbvio, no escondido. Meu bem achava que eu merecia mais, só ele achava. Resolveu que merecíamos juntos olhar para frente, para a imensidão do mar, beleza em movimento, o quadro que não para, o olhar que todos querem. Durou tão pouco. Vimos poucas ondas juntos, nenhuma baleia, e depois me vi olhando o mar como um tsunami de dor e vazio. Hoje me encontro no conforto de um lugar pequeno, com a segurança de uma janela que dá para os fundos, com uma paisagem que pouco se movimenta, mas onde recebo visitas de pássaros, borboletas, insetos, pequenos mamíferos, e tenho até uma aranha que me faz companhia, tão solitária quanto eu em sua teia”.
O caso segue em análise na Justiça e envolve diferentes interpretações sobre a administração e a divisão dos bens deixados pelo artista.
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