No começo deste ano, o filho de Antonio Fagundes assumiu publicamente ser homossexual

Marina Roveda Publicado em 19/02/2023, às 09h35
O filho de Antonio Fagundes, Bruno Fagundes, é um dos atores mais bonitos da nova geração. Reynaldo Gianecchini e o galã protagonizam um casal no teatro e estão animados com a novidade e prometeram entregar muito clímax e momentos quentes no palco. ‘A Herança’ conta com a direção de Zé Henrique de Paula e um grande elenco.
“Quando o Bruno me ligou foi justamente na pandemia. Eu estava com um monte de projeto para ser iniciado após aquele tempo parado. Pensei que não fosse dar nem para eu ler. Mas o Bruno é muito querido, e li para poder dar um retorno. Quando li, fiquei maluco! Falei: ‘Bruno, eu quero fazer de qualquer jeito. Nem sei como e quando vai dar, mas topo’. A gente nem tinha dinheiro. O governo Bolsonaro acabou com qualquer incentivo, mas o Bruno é danado e conseguiu um patrocínio rápido”, disparou Reynaldo Gianecchini em entrevista concedida à Revista ‘Quem’.
“Fui chamado agora em dezembro e me organizei para fazer. Quero muito contar essa história. Não sou nem o protagonista, mas amo meu personagem e amo contar essa história. É uma das coisas mais lindas que eu já fiz na minha vida. Estou muito feliz!”, disparou Gianecchini.
Bruno Fagundes, por sua vez, compartilhou como está sendo interpretar ao lado da estrela renomada: “Eu não conhecia o Giane de verdade, a gente se conhecia de vista. Conhecer o Giane ao longo do processo tem sido maravilhoso. O Giane é um amigo que vai ficar para a vida. Ele é um ator generoso, estudioso, dedicado e quer muito arrasar. Acompanho o trabalho dele e acho que este é o melhor trabalho dele até hoje. É um trabalho contundente, profundo e em um lugar que a gente nunca o vi antes”.
Gianecchiniainda deu detalhes do que o públicopode esperar sobre seu personagem na peça: “Meu personagem carrega muita dor e isso fez com que ele fechasse o seu coração. Foi um cara que viveu nos anos 80 e viu muitos amigos morrendo de aids. Tinha um medo. Acho que eu não sabia ao fundo essa dor. Pesquisei muito. Fiquei muito abalado de saber como foi o descaso do governo. Morreu muita gente. E esse descaso já era a homofobia. Eles chamavam a aids de “câncer gay”. Então, eu trago esta reflexão entre tantas outras. Esta geração atual já não morre mais de aids se souber se cuidar, mas tem todo um estigma ainda”.
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