Críticas ao diretor Jacques Audiard e sua visão do cinema internacional

Gabriela Thier Publicado em 01/02/2025, às 18h27
Recentemente, uma declaração proferida por Jacques Audiard, o diretor do filme "Emilia Pérez", provocou intensos debates nas plataformas digitais. O filme francês se passa no México foi consideram um possível grande concorrente de "Ainda Estou Aqui" no Oscar.
Entenda a polêmica
Durante uma entrevista concedida em agosto ao site francês Konbini, Audiard abordou sua escolha de realizar o longa-metragem em espanhol. O diretor justificou sua decisão ao afirmar que utilizar o inglês seria inadequado e que optar pelo francês tornaria o projeto ainda mais estranho. Ele descreveu a escolha da língua espanhola como uma maneira de internacionalizar a obra, destacando: "Era óbvio". Audiard acrescentou que o espanhol representa "a língua dos países emergentes, modestos, dos pobres e dos imigrantes".
Essas declarações não passaram despercebidas e suscitaram reações negativas entre falantes de espanhol. O compositor paraguaio Derlis González expressou seu descontentamento na rede social X, afirmando: "Tudo relacionado a este filme só fica cada vez mais perverso. Vergonha internacional".
"El Español es el idioma de los países emergentes. Es el idioma de los países modestos. De los pobres y los inmigrantes."
— Derlis A. González | Composer (@DerlisAGonzalez) January 29, 2025
Jacques Audiard, director de Emilia Pérez.
Cada vez más nefasto todo lo que tiene que ver con esta película. Vergüenza internacional. pic.twitter.com/5zYM5fwqiI
Além disso, Jacques Audiard já havia enfrentado críticas anteriormente ao revelar que não se dedicou a um estudo aprofundado sobre o México, local onde a narrativa de "Emilia Pérez" se desenrola. Quando questionado sobre seu conhecimento acerca do país, ele respondeu: "Não muito, eu já sabia o que precisava saber. Pesquisei mais sobre os detalhes. E fui muito ao México para procurar atores, locações e cenários".
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