Discussões sobre segurança veicular ganham força após revelações sobre o acidente que vitimou Cristiano Araújo

Manoela Cardozo Publicado em 25/03/2025, às 15h52
O acidente que tirou a vida do cantor Cristiano Araújo e de sua namorada, Allana Moraes, em 2015, voltou a ganhar destaque com novas informações reveladas pelo delegado aposentado da Polícia Civil, Dr. Jorge Lordello. Durante uma entrevista para um podcast, ele expôs detalhes sobre uma alteração perigosa feita no carro do cantor que pode ter sido um fator determinante para a tragédia.
De acordo com as declarações do delegado, Cristiano Araújo teria sido convencido por seu motorista e segurança pessoal, Ronaldo, a modificar os pneus do veículo. O cantor trocou os aros originais de tamanho 20 por modelos de aro 22, que proporcionavam um visual mais elevado ao carro. No entanto, ele não foi informado sobre os riscos que essa mudança poderia trazer. "Ronaldo não informou a Cristiano que uma das rodas modificadas tinha 11 pontos de solda, algo que comprometia a segurança do veículo", afirmou Lordello, ressaltando a gravidade da modificação.
Outro detalhe preocupante revelado pelo delegado foi que, no dia anterior ao acidente, o carro foi levado a um lava-jato. Durante a lavagem, os funcionários perceberam a falha na roda e alertaram os donos do estabelecimento, que demonstraram preocupação com a situação. "Eles chamaram os donos do estabelecimento, que ficaram preocupados com o que viram e tentaram alertar Ronaldo, o responsável por levar o carro até lá. No entanto, essa informação não foi repassada para Cristiano", revelou o delegado.
Segundo ele, essa falta de comunicação pode ter sido um dos principais fatores que resultaram no acidente. Na noite de terça-feira (23) de junho de 2015, Cristiano realizou um show em Itumbiara, Goiás, sem saber que seria sua última apresentação. Poucas horas depois, na madrugada de quarta-feira (24), o veículo que levava o cantor de volta para Goiânia perdeu o controle a 170 km/h. A roda soldada se quebrou, causando o acidente fatal. Cristiano e Allana foram ejetados do carro. A jovem morreu no local, enquanto o cantor foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
No banco da frente estavam Ronaldo e um empresário, que sofreram apenas ferimentos leves. O caso chocou o país e gerou discussões sobre a segurança do veículo e as decisões tomadas sobre sua manutenção. Dr. Jorge Lordello apontou que a mudança nas rodas e a falha na solda podem ter sido decisivas para a perda de controle do carro. O papel de Ronaldo, que sugeriu a alteração e não comunicou os problemas detectados no lava-jato, segue sendo analisado.
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