Silvio Tendler, conhecido por dar voz a personagens da história brasileira, faleceu na manhã desta sexta-feira (5) no Hospital Copa Star, em Copacabana

William Oliveira Publicado em 05/09/2025, às 11h37
Morreu na manhã desta sexta-feira (5) o aclamado cineasta Silvio Tendler, aos 75 anos. Considerado um dos mais importantes documentaristas do Brasil, ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por sua filha, Ana Rosa Tendler.
Reconhecido como o “cineasta dos sonhos interrompidos” ou “dos vencidos”, Tendler construiu uma carreira marcada pelo engajamento político e pelo resgate da memória histórica. Dirigiu mais de 70 filmes e 12 séries de televisão, dando voz a personagens que tiveram suas trajetórias abreviadas pela repressão ou pela morte prematura.
Entre seus trabalhos mais conhecidos estão as produções dedicadas a figuras emblemáticas da política brasileira, como os ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitschek, além do militante Carlos Marighella.
Sua vida também foi marcada por desafios. Em 2011, enfrentou uma grave doença que resultou em tetraplegia, mas que não diminuiu sua força criativa.
Nascido no Rio de Janeiro em 1950, Tendler iniciou sua trajetória no movimento cineclubista nos anos 1960, chegando a liderar a Federação de Cineclubes do Rio em 1968. Durante a ditadura militar, exilou-se no Chile e, posteriormente, na França, onde se formou em História pela Universidade de Paris VII (Paris Diderot) e concluiu mestrado em Cinema e História na École des Hautes Études – Sorbonne.
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