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1930 - 2025

Morre Haroldo Costa, ícone do teatro e do carnaval carioca, aos 95 anos

Referência histórica do teatro, da televisão e do carnaval, Haroldo Costa morreu aos 95 anos neste sábado (13)

Haroldo Costa - Imagem: Reprodução / Lene DeVictor / Divulgação
Haroldo Costa - Imagem: Reprodução / Lene DeVictor / Divulgação

William Oliveira Publicado em 14/12/2025, às 08h52


Neste sábado (13), o Brasil perdeu um de seus maiores ícones culturais com a morte de Haroldo Costa, ator, diretor, escritor e comentarista de carnaval, aos 95 anos, no Rio de Janeiro. A confirmação do falecimento foi feita pela família em comunicado oficial. O artista enfrentava problemas de saúde decorrentes da idade avançada e havia passado por internações recentes.

O velório está marcado para a próxima segunda-feira (15), na quadra da Acadêmicos do Salgueiro, escola de samba da qual Haroldo era fervoroso torcedor. Em nota, a agremiação lamentou a perda e destacou o artista como “um dos pilares vivos” de sua história. Informações sobre o sepultamento ainda serão divulgadas.

Vida e carreira

Nascido no Rio de Janeiro, Haroldo Costa iniciou sua trajetória artística no Teatro Experimental do Negro (TEN), tornando-se um marco na história cultural do país ao ser o primeiro ator negro a se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre seus trabalhos mais emblemáticos está o protagonismo na peça “Orfeu da Conceição”, de Vinicius de Moraes, além da participação em montagens como “O Filho Pródigo”.

Na televisão, especialmente na TV Globo, destacou-se como diretor de musicais e jurado em programas de auditório, sendo responsável pela direção de artistas consagrados como Dercy Gonçalves e Moacyr Franco. Como ator, integrou as minisséries “Chiquinha Gonzaga” (1999), no papel de Raymundo da Conceição, e “Suburbia” (2012), interpretando Aloysio.

Apaixonado pelo carnaval carioca, Haroldo Costa integrou o corpo de jurados da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) até 1963, quando passou a se dedicar à torcida pelo Salgueiro. Para ele, o carnaval era essencial para compreender a identidade nacional.

“A definição mais correta do brasileiro é feita através do carnaval”, afirmou em entrevista ao Memória Globo.

Sua contribuição também se estendeu à literatura, com obras de referência sobre a cultura popular brasileira, como “Salgueiro: Academia de Samba” (1984), “100 Anos de Carnaval no Rio de Janeiro” (2001) e “Ernesto Nazareth – Pianeiro do Brasil” (2005). Em 2023, participou da curadoria da exposição “Heitor dos Prazeres é meu nome”, no CCBB-Rio.


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