A advogada abriu um processo contra o Google

Vitória Tedeschi Publicado em 29/08/2023, às 16h22
Nesta terça-feira (29), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgou parcialmente procedente a ação de Deolane Bezerra contra o Google. Ela pede para que o site de buscas pare de a associar com a palavra “bafuda”.
De acordo com o Splash - UOL, a defesa da famosa disse em uma nota oficial: "Acreditamos que a associação do termo 'bafuda' à imagem de Deolane Bezerra configura uma clara violação aos seus direitos de personalidade, causando-lhe danos morais, tais como constrangimentos; sofrimento psicológico; dificuldade de inserção social e profissional; dano à imagem pública", informou a advogada Adélia Soares.
Além disso, na nota a defesa também afirmou que o pedido de indenização por danos morais, no valor de R$ 50 mil, foi negado.
"Confirmando a tutela de urgência já concedida, condenar a empresa ré na obrigação de fazer consistente na não vinculação automática da imagem da autora e da descrição de sua pessoa à pesquisa da palavra 'bafuda' em sua ferramenta de busca, afastando o pedido de reparação por danos morais", determinou o juiz Bruno Paes Straforini.
Apesar disso, o juiz argumenta que a expressão e o nome da famosa não podem ser tratados como sinônimos. "Não é possível que um termo genérico e pejorativo como o aqui tratado ('bafuda') seja automaticamente vinculado à autora, sem que haja, ao menos, menção de seu nome ou sobrenome. É como se a ferramenta do Google indicasse que o nome e a imagem da autora seriam sinônimos da palavra 'bafuda', o que não pode ser admitido."
De acordo com o Famosos e Celebridades, tudo começou durante o reality show da Record, onde Deborah Albuquerque usou a palavra para se referir a rival. Durante a participação de Deolane no programa, o “apelido” seria usado várias vezes contra a advogada.
“Bafuda” teria vindo durante uma das brigas entre as duas, na qual Deolane Bezerra acabou cuspindo no rosto de Deborah durante a discussão. Foi então que a participante apontou que a colega de confinamento tinha mau-hálito.
Ela é ‘bafuda’, ela fica chateada porque sabe que é. Alguém já deve ter dado esse toque pra ela. E ela ainda me cospe? Com aquele cheiro? A Babi ficou tão enojada… Duas vezes, ela me cuspiu. Outra, foi com comida. Ela disse que ia pegar creme e jogar em mim. Imagina se pega no meu olho, que é todo ferrado", apontou Deborah Albuquerque, na época.
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