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Claudia Leitte se torna alvo de ação trabalhista; entenda

Claudia Leitte está envolvida em processo que cobra quase R$ 300 mil por supostas violações trabalhistas

Claudia Leitte - Imagem: Reprodução/Instagram
Claudia Leitte - Imagem: Reprodução/Instagram

Manoela Cardozo Publicado em 24/05/2025, às 14h30


A Justiça do Trabalho de São Paulo está analisando uma ação movida por um ex-funcionário da empresa Transportes MWD Moreira Santos LTDA, que prestou serviços à equipe da cantora Claudia Leitte. O processo foi protocolado na 75ª Vara do Trabalho da capital paulista na segunda-feira (31) e cobra o valor de R$ 295.800,00, com base em uma série de denúncias de violações de direitos trabalhistas durante dois anos de atividades.

De acordo com informações divulgadas inicialmente pelo portal Splash UOL, o trabalhador alega que atuou de forma contínua no transporte dos instrumentos musicais usados nas apresentações da artista, realizando entre cinco e sete shows por mês, no período de outubro de 2022 a outubro de 2024. Apesar de contratado formalmente pela empresa de transportes, ele aponta que Claudia Leitte foi a beneficiária direta dos serviços e, por isso, requer que ela seja responsabilizada pelas condições enfrentadas no exercício da função.

O ex-funcionário afirma que não teve registro formal de vínculo empregatício, mesmo exercendo atividades regulares e sob ordens que, segundo ele, vinham da produção da cantora. A ação também denuncia a realização de horas extras sem a devida compensação, supressão dos intervalos legais para descanso, falta de pagamento de adicional noturno e de periculosidade, além de situações consideradas degradantes nas viagens realizadas a trabalho.

“Em diversas ocasiões, fui obrigado a dormir no caminhão na beira da estrada, porque não havia acomodação em hotel, a não ser quando a banda se hospedava”, descreveu o trabalhador na petição.

O Judiciário deve analisar se houve subordinação direta entre o funcionário e Claudia Leitte ou se a cantora pode ser enquadrada como corresponsável solidária pelas condições alegadas. O caso ainda não foi julgado e aguarda desdobramentos na Justiça do Trabalho.


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